- O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que não é útil realizar uma consulta sobre referendo separatista em Alberta e alertou para um bluff muito perigoso.
- Carney comparou a situação aos referendos do Quebec e ao Brexit, dizendo que votar a favor pode parecer uma negociação facilitada, mas resulta em consequências difíceis a longo prazo.
- Foi lembrado que, no Quebec, dois referendos mostraram que o início de uma negociação pode evoluir para uma separação real, mesmo que não fosse esse o objetivo inicial.
- Danielle Smith, chefe do governo de Alberta, anunciou um referendo em outubro para decidir se se inicia o processo de convocação de um referendo vinculativo sobre a separação do Canadá; Carney disse que isso não atende a uma necessidade democrática.
- Alberta sustenta que o tema interessa à população da província, especialmente face ao controlo de recursos naturais, e acusa o governo federal de limitar o desenvolvimento dos seus recursos e de redistribuir a riqueza entre províncias.
O primeiro-ministro canadiano Mark Carney disse que a consulta sobre um possível referendo separatista em Alberta não é útil e declarou tratar-se de um bluff muito perigoso. A afirmação veio numa conferência de imprensa, na segunda-feira.
Carney comparou a iniciativa de Alberta à história de referendos no Quebec e ao Brexit no Reino Unido, destacando riscos de negociar depois de uma aprovação popular. Reiterou que votar a favor pode não corresponder às consequências reais.
O governador citou o Brexit como exemplo de promessas de facilidade que ficaram por cumprir uma década depois. Cada referendo, acrescentou, pode iniciar um processo de separação que não é revertível.
Quanto ao referendo marcado para outubro, o chefe do governo federal indicou que o pleito não atende a necessidades democráticas claras. Questionou se a população de Alberta realmente apoiou a iniciativa nas eleições recentes.
Danielle Smith, líder de Alberta desde 2022, anunciou a consulta para decidir sobre o início de um referendo vinculativo sobre a separação. Ela sustenta que centenas de milhares de pessoas da província querem debater o tema.
Alberta, rica em reservas de petróleo, acusa o governo federal de restringir o desenvolvimento de recursos naturais como parte de políticas climáticas. A província também critica a distribuição de riqueza entre regiões.
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