- O Governo vai reforçar a PSP de Lisboa e do Porto com mais 400 efetivos em 2026, 200 para cada comando metropolitanos.
- O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Luís Montenegro após reunião com os presidentes de Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e do Porto, Pedro Duarte.
- O reforço será implementado ainda este ano, com os processos de formação em curso, terminando no final do primeiro semestre (um) e no final do ano (outro).
- Além do reforço, está a ser delineado um plano de reorganização das esquadras para libertar cerca de 500 polícias para funções de patrulhamento de rua.
- O Governo também prevê ampliar a presença do Corpo de Intervenção nas ações de patrulhamento e apostar em soluções tecnológicas para tornar os agentes mais eficientes.
O Governo anunciou o reforço da Polícia de Segurança Pública (PSP) nos comandos metropolitanos de Lisboa e do Porto. Serão movidos 400 novos agentes, 200 para cada região, ainda este ano, a cumprir mediante os processos de formação em curso.
A comunicação foi feita pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, após uma reunião com os autarcas de Lisboa, Carlos Moedas, e do Porto, Pedro Duarte. A decisão insere-se numa estratégia de fortalecer a segurança como pilar do bem-estar, da qualidade de vida e do desenvolvimento económico dos dois territórios.
O comentário foi feito a partir da cidade do Porto, com transmissão pela RTP. Montenegro explicou que a alocação visa responder a objetivos de segurança pública e de atração de investimento, mantendo o foco na formação já em curso.
Reforço de efetivos e cronograma
Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), questionou a discrepância entre os números anunciados e a formação já realizada, referindo que cerca de 570 polícias estão a terminar formação até 28 de maio, o que não parece combinar com o reforço de 400 agentes para Lisboa e Porto.
Segundo o Governo, a expansão de recursos humanos será integrada num conjunto de medidas já em curso, incluindo reforços anteriores anunciados pelo executivo. Em finais de 2024, o Governo comunicou um investimento de 20 milhões de euros na aquisição de veículos para PSP e GNR, e, em novembro de 2025, houve ajuste salarial para polícias em início de carreira.
Reorganização de serviços e reforço tecnológico
Além do reforço de efetivos, Montenegro anunciou um plano de reorganização dos serviços prestados nas esquadras de Lisboa, Porto e Setúbal, com o objetivo de libertar 500 polícias para patrulhamento. A ideia é aumentar a presença de polícia nas ruas, especialmente nas zonas de maior criminalidade e maior concentração de pessoas.
O Governo também mencionou a intensificação de operações do Corpo de Intervenção da PSP, com foco em ações de patrulhamento e de ordem pública, reforçando a dissuasão. Paralelamente, prevê-se o desenvolvimento de soluções tecnológicas para apoiar os agentes, reduzindo tempo gasto em tarefas administrativas e aumentando a eficácia operacional.
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