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Alemanha planeia ciberdefesa ativa face ao aumento de ataques online

Alemanha prevê defesa ciberativa com retaliação a infraestruturas de atacantes, após 334 mil cibercrimes em 2025 e prejuízos acima de 200 mil milhões de euros

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  • Alemanha planeia uma “ciberdefesa ativa” para perturbar infraestruturas de atacantes, com uma nova lei a ser aprovada ainda este mês.
  • Em 2025 registaram-se cerca de 334 mil casos de cibercrime, dois terços provenientes do estrangeiro ou de locais desconhecidos, com muitos outros não comunicados.
  • A estratégia visa impedir que ataques vindos de terceiros, através de servidores ou infraestruturas no estrangeiro, ocorram no futuro.
  • As ameaças incluem aumento do ativismo proveniente da Rússia; no ano passado houve mais de mil ataques de ransomware, com prejuízos superiores a 12 milhões de euros.
  • O regulador financeiro BaFin alerta para ciberataques habilitados por IA e reforça supervisão de riscos cibernéticos em empresas financeiras; ataques de denegação de serviço aumentaram 25%, totalizando 36.706 casos.

A Alemanha anunciou planos para desenvolver uma ciberdefesa ativa, face ao aumento dos ataques online. O objetivo é perturbar e destruir infraestruturas usadas por ofensores, incluindo servidores e software. A medida avança numa altura em que muitos ataques se tornaram mais perigosos com o uso de inteligência artificial.

O ministro da Administração Interna, Alexander Dobrindt, disse que a nova lei, a aprobar este mês, permitirá retaliar contra serviços de apoio aos ataques. A autoridade pretende combater ataques originados, em parte, no estrangeiro, com foco especial na Rússia.

Dados oficiais indicam que, em 2025, foram registados cerca de 334 mil casos de cibercrime na Alemanha, dois terços de origem estrangeira ou desconhecida. A cibercriminalidade grave afetou empresas, instituições governamentais e infraestruturas críticas, gerando perdas superiores a 200 mil milhões de euros.

Ameaças e respostas

Entre os incidentes, houve um incremento de ataques de ransomware em 2025, com mais de 1 mil ataques reportados, mais 10% face a 2024, e lucros de cerca de 12 milhões de euros para os criminosos. Os ataques de negação de serviço também cresceram, com 36 706 registos.

O regulador financeiro BaFin reforçou a vigilância de riscos cibernéticos para o setor financeiro, alertando para a capacidade dos modelos de IA de identificar vulnerabilidades com rapidez. O presidente do BaFin, Mark Branson, sublinhou a necessidade de corrigir falhas de forma célere.

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