- A reforma da Proteção Civil fica para outubro, depois da época de fogos, confirmou o ministro da Administração Interna.
- Luís Neves avisou que o verão vai ser “terrível” e pediu aos proprietários para limpar terrenos e áreas florestais para reduzir o risco de incêndio.
- O Governo pretende eliminar os 24 comandos sub-regionais e repor os 18 comandos distritais; o documento está em esboço e não avançará até terminar o período crítico de incêndios.
- Há mais meios disponíveis para o combate aos incêndios, com apoio das Forças Armadas e do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), criado para acelerar limpezas em zonas afectadas.
- Em cento e vinte concelhos, identificaram-se 10 mil quilómetros de estradas, caminhos e áreas a limpar; já se limparam cerca de 3 mil quilómetros num a semana, e o prazo de limpeza estende-se até 30 de junho para municípios abrangidos por calamidade.
O ministro da Administração Interna alertou que o Verão pode ser terrível e muito difícil, pedindo aos cidadãos que cleanssem terrenos para reduzir riscos de incêndios. A reforma da Proteção Civil fica para Outubro, após a época de fogos.
Às portas do Verão, Luís Neves explicou que há fatores novos e negativos e que a preparação é essencial. Falou na inauguração da sede do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, na Guarda.
O Governo prepara a consolidação de estruturas de combate aos incêndios, com a eliminação dos 24 comandos sub-regionais e o regresso aos 18 comandos distritais existentes antes de 2023. A decisão depende ainda do período crítico de incêndios.
Reforma da Proteção Civil e prazos
O ministro afirmou que já existe um esboço de documento, mas não será avançado antes de terminar a época de incêndios. Reforçou a necessidade de cortar, limpar e desobstruir terrenos para antecipar ações no pico do calor.
Neves destacou ainda o aumento de meios para o combate, com apoio das Forças Armadas, especialmente em equipamentos pesados. A cooperação entre municípios, juntas de freguesia e o controlo público foi apresentada como exemplo de trabalho conjunto.
O governante referiu o papel do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), criado para coordenar limpezas em função de árvores caídas e caminhos danificados por tempestades recentes. Em 22 concelhos, foram identificados 10 mil quilómetros de vias a limpar; uma semana depois, três mil estiveram já limpos.
Cooperação entre entidades
Neves realçou que o trabalho conjunto facilita a ação dos bombeiros e o socorro. O CIPO já mostra resultados práticos na preparação de terrenos fire-amenos, com intervenções que beneficiam a circulação e o acesso às áreas rurais.
O ministro lembrou ainda que o prazo para limpeza de terrenos nos municípios abrangidos por calamidade foi alargado até 30 de Junho, e até 31 de Maio para os restantes concelhos. A meta é reduzir combustível disponível na rede secundária.
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