- O ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciou nesta quarta-feira a reativação da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana para combater a sinistralidade rodoviária.
- A Brigada de Trânsito foi extinta durante a governação de José Sócrates, quando o Ministério da Administração Interna esteve com Rui Pereira.
- A ideia de reativar a BT já tinha sido anunciada em 2013 pelo Governo do PSD, mas nunca entrou em funcionamento.
- A extinção foi ligada a mudanças na estrutura da GNR e a um histórico de casos de corrupção que afetaram a credibilidade da unidade, com a Brigada a abarcar 2.400 militares na altura.
- A Associação Nacional dos Oficiais da Guarda (ANOG) questionou a possibilidade de investigar corrupção de forma interna e pediu poderes para esse tipo de investigações, em linha com outros países.
A Câmara dos Deputados anunciou a reativação da Brigada de Trânsito da GNR, quase 20 anos após a sua extinção. A medida foi anunciada pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, na sequência de várias propostas para enfrentar a sinistralidade rodoviária. A decisão faz parte de um conjunto de medidas apresentadas pelo Governo.
A Brigada de Trânsito (BT) foi extinta durante a governação liderada por José Sócrates, quando Rui Pereira era ministro da Administração Interna. Em 2013, o anúncio da sua reativação ficou por concretizar, apesar de já ter sido feito pelo Governo do PSD na altura.
Contexto histórico
A BT, considerada referência de fiscalização rodoviária, contava com cerca de 2.400 militares antes de ser extinta. A medida foi justificada pela reestruturação orgânica da GNR e pela descentralização de competências para comandos territoriais, embora tenha gerado controvérsia interna.
A extinção coincidiu com períodos de instabilidade ligados a casos de corrupção que abalaram a credibilidade da unidade. A Polícia Judiciária investigou vários casos envolvendo elementos da BT, incluindo operações que resultaram em julgamentos.
Repercussões e opinião institucional
O presidente da ANOG, Tiago Gonçalves da Silves, afirmou que é difícil verificar as situações de corrupção no presente. Defendeu ainda que a GNR deveria ter poderes para investigar crimes de corrupção internamente, como acontece noutras polícias, nomeadamente em Espanha.
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