- O relatório Anual de Segurança Interna (RASI) indica que, em 2025, aumentaram as apreensões de haxixe e cocaína, enquanto a heroína diminuiu.
- Foram apreendidos 14 880 quilos de haxixe (mais 103% face a 2024) e 25 633 quilos de cocaína (mais 11,4%), com 62,5 quilos de heroína apreendidos (queda de 33,37%).
- No total, houve 5 115 detidos em processos relacionados com tráfico de droga, a maioria homens (4 333) e de nacionalidade portuguesa (3 880).
- O relatório aponta Portugal como porta de entrada relevante de cocaína na Europa, com tráfico ascendente, sobretudo por via marítima, e origem destacada para a droga: Colômbia, Costa Rica, Paraguai, Brasil e Equador.
- A evolução não mostrou transformação de pasta base em cloridrato de cocaína em Portugal, não havendo laboratórios identificados; a maior parte do haxixe vem de Marrocos, e a heroína tem origem na Malásia, Qatar e Espanha, com grandes quantidades de cocaína a chegar pelos portos de Lisboa, Sines, Setúbal e Leixões e pelos aeroportos de Lisboa e Porto.
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) mostra que, em 2025, a apreensão de drogas aumentou face a 2024. A quantidade de haxixe registou forte crescimento, enquanto a de cocaína subiu moderadamente e a de heroína recuou.
No total, foram apreendidos 14.880 quilos de haxixe, mais 103% em relação a 2024. Cocaína somou 25.633 quilos, acima em 11,4%. Já a heroína atingiu 62,5 quilos, reduzindo-se 33,37%.
Entre os detidos em crimes relacionados com tráfico de droga, o total foi de 5.115 pessoas. A maioria são homens (4.333) e nacionais portugueses (3.880).
A operação indica que o tráfico manteve-se numa trajetória ascendente e com elevada intensidade, consolidando Portugal como porta de entrada relevante de cocaína na Europa.
Tendências e origens
Apesar do aumento da cocaína apreendida, não se verificou a transformação de pasta base em cloridrato de cocaína em Portugal, ao contrário do que ocorreu em 2024. Não foram detetados laboratórios neste fim.
A maior parte do haxixe continua a ter origem no Marrocos. A heroin abastece-se, sobretudo, a partir de Malásia, Qatar e Espanha. O relatório aponta continuidade na entrada de cocaína via portos de Lisboa, Sines, Setúbal e Leixões, bem como pelos aeroportos de Lisboa e Porto.
Análises apontam que cerca de uma dezena e meia de voos diários chegam a Portugal com origem em países da América do Sul, nomeadamente o Brasil. O documento refere ainda que Portugal mantém-se como destino de redes criminosas de cocaína, sobretudo via vias marítimas.
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