- O diretor de um lar nega ter desviado a herança de uma idosa através de cartas falsas.
- A vítima diz ter sido notificada pelas Finanças sobre o dinheiro que terá sido obtido pelo diretor burlando utentes.
- A sobrinha de idosos burlados afirma ter sido impedida de visitar os tios na instituição.
- O burlão foi preso, pagou caução de 100 mil euros e está em liberdade.
- A matéria integra a edição de sábado do programa Doa a Quem Doer, emitida a 13 de junho de 2026.
O diretor de um lar de idosos nega ter desviado a herança de uma utente por meio de cartas falsas. A investigação, que ganhou contornos mediáticos, correu a partir de denúncias de familiares e de alegadas comunicações entre a instituição e um antigo titular da herança. O suspeito afirma não ter escrito qualquer carta enganosa.
Segundo familiares, a vítima recebeu montantes anunciados como parte da herança, através de correspondência alegadamente autenticada pelo diretor. As finanças confirmaram ter sido acionadas a título de inquérito, com a instituição a colaborar para esclarecer o caso. A denúncia aponta para burlas envolvendo várias utentes.
A sobrinha da idosa burlada diz ter sido impedida de visitar os tios dentro da instituição, o que terá dificultado o acompanhamento do caso. A direção do lar não respondeu a solicitações de comentário efetuadas pela imprensa, mantendo a postura de cooperação com as autoridades.
Prisão e caução
O diretor do lar foi detido, mas ficou em liberdade mediante caução de 100 mil euros. A defesa argumenta que não há provas que o desliguem de qualquer prática ilegal, enquanto as autoridades continuam a recolher evidências da alegada burla de herança.
As informações foram confirmadas por fontes oficiais ligadas ao processo, mantendo a discrição sobre detalhes específicos até ao decorrer da investigação. O caso continua a ser acompanhado pelas autoridades competentes e pela instituição envolvida.
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