O crime organizado domina parte das ruas de Lisboa. Samir, conhecido como o rei do crack, foi um dos narcotraficantes mais proeminentes da cidade e da história do país. Fundou o Grupo de Chelas, que atuava principalmente no bairro de Chelas, na Zona J, e ganhou influência na capital.
O líder é português-Guineense, tem 45 anos e está preso desde 2023, cumprindo uma pena de 19 anos. Mesmo encarcerado, a perceção é de que mantém alguma influência nas rotas e nas operações de tráfico que atuam em Lisboa.
Recentemente, um homem ligado à rede de Samir foi baleado num tiroteio no Benformoso, área de Chelas. O acontecimento ilustra a continuidade da disputa entre facções pela liderança e pelo controlo do negócio ilegal.
Conflito e impacto nas ruas
A violência associada ao tráfico inclui tiroteios, esfaqueamentos e agressões, configurando uma guerra de terreno para assegurar o lucro do narcotráfico. Comunidades próximas convivem com o medo e com interrupções na vida quotidiana.
A venda de droga é observada à vista de todos e a circulação de consumidores aumenta em zonas problemáticas da cidade. As autoridades têm feito esforços para restringir o mercado negro e reduzir a pressão da rede liderada por Samir.
Os números sobre consumo e tráfico de droga em Portugal apontam para uma tendência de subida, com consequências significativas para a segurança pública e para o funcionamento de bairros onde o problema persiste.
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