- A investigação “Operação Kenova”, lançada em 2016 pela polícia britânica, foca assassinatos e tortura da década de 1970 ligados ao agente encoberto conhecido como Stakeknife e ao MI5.
- O inquérito analisou 101 homicídios e raptos associados à unidade do IRA liderada por Stakeknife, que supostamente interrogar/ eliminava traidores enquanto atuava como infiltrado.
- O relatório afirma que Stakeknife cometeu crimes graves, e que nem o Exército britânico nem o MI5 teriam conseguido controlá-lo eficazmente, com falhas de controlo que permitiram abusos continuarem.
- Novos documentos sugerem que o MI5 tinha conhecimento mais amplo e prévio sobre Stakeknife do que o alegado, e que houve atraso na disponibilização de informações aos investigadores.
- Freddie Scappaticci, apontado como Stakeknife, morreu em 2023 aos 77 anos, admitindo ter sido membro do IRA até 1990, mas negando trabalhar para os serviços de informação britânicos; o relatório pede a divulgação da identidade do agente protegido, com condolências oficiais do MI5 após a divulgação.
O relatório final da investigação conhecida como Operação Kenova mostra que o MI5 tinha conhecimento mais amplo e prévio sobre o agente encoberto apelidado Stakeknife do que se admitia. A investigação, iniciada em 2016, analisa assassinatos e torturas ligados a um esquadrão da morte do IRA e ao papel dos serviços de segurança britânicos.
O inquérito avaliou 101 casos de assassinato e rapto associados à unidade em questão. Concluiu que o agente, uma figura do Exército Britânico, cometeu “crimes gravíssimos” e que nem o Exército nem o MI5 tinham controlo eficaz sobre as suas ações. A falta de mecanismos de supervisão foi destacada.
Freddie Scappaticci, suspeito de ser Stakeknife, morreu em 2023, com 77 anos. Admitiu ter sido membro do IRA até 1990, negando ter trabalhado para os serviços de informação britânicos. Os autores do relatório pedem ao Governo a divulgação da identidade do agente protegido pelo estatuto.
A divulgação dos novos documentos aponta atrasos do MI5 na disponibilização de informações aos investigadores. Este atraso é visto como uma falha significativa no serviço, segundo Iain Livingstone, responsável pela operação.
Novos documentos revelam conhecimento prévio do MI5
Os autores do relatório destacam que o MI5 possuía conhecimento mais vasto sobre Stakeknife do que o divulgado publicamente. O texto aponta que os mecanismos de controlo teriam sido ignorados por um sentimento de lealdade ao agente.
Reações e próximos passos
Após a publicação, o responsável pelo MI5, Ken McCallum, apresentou condolências às vítimas e famílias. Os autores reiteram pedidos ao Governo para a identificação pública do agente, com proteção de estatuto. O relatório sublinha dificuldades em obter algumas informações.
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