Nesta fase, França enfrenta uma vaga de calor extremo que, desde 24 de junho, pode ter causado perto de mil mortes adicionais em relação aos meses anteriores. O aumento da mortalidade levou à saturação dos serviços funerários em várias regiões, obrigando à recusa de novos atestados de óbito e à procura de soluções emergenciais.
Em Paris, o funcionamento dos funerários está a ser alvo de pressão constante. O diretor do Funerarium International Paris-Orly recebe cerca de 100 chamadas diárias, entre famílias enlutadas e colegas do sector. Devido ao excesso de procura, o estabelecimento já se encontra sem espaço disponível e avalia alternativas com autoridades.
A direção de uma empresa funerária de menor dimensão também confirma um aumento significativo da procura, com o registo de óbitos superiores ao habitual. O tamanho da PME dificulta o atendimento a várias famílias num curto espaço de tempo, gerando atraso na gestão de corpos.
Resposta institucional e medidas locais
O município de Paris anunciou a instalação de duas unidades temporárias de armazenamento de corpos em morgues municipais, com capacidade para 20 lugares cada. A medida visa mitigar a saturação enquanto se ajustam fluxos de trabalho e logísticas.
A Santé Publique France indica que o balanço de mortalidade deverá ser ajustado para cima, já que muitos certificados de óbito não foram transmitidos eletronicamente. Pessoas que morreram em casa ou em lares também podem influenciar o total final.
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