- Luciana de Carvalho Mendes, aos 45 anos, carrega marcas de um osteossarcoma na mandíbula, que já levou a mais de vinte cirurgias e a tratamentos de quimioterapia.
- A doença foi descoberta durante a pandemia, após uma selfie revelar nariz inchado e um ponto branco na gengiva; o diagnóstico chegou após a biópsia.
- O tratamento incluiu quatro ciclos de quimioterapia, com internação de dois dias em cada sessão, e cirurgia para remover o tumor que alterou o rosto.
- As sequelas persistem: dificuldade de respiração, problemas na alimentação e o céu da boca aberto; o processo de recuperação ainda tem caminho a percorrer.
- Já foi alvo de insultos na altura da doença, mas hoje afirma ter reconciliado a imagem consigo mesma e acredita que a vida começou aos 40 anos.
Aos 45 anos, Luciana de Carvalho Mendes viveu uma transformação profunda após ser diagnosticada com osteossarcoma, um tumor raro na mandíbula. A doença levou-a a enfrentar mais de 20 intervenções cirúrgicas, quimioterapia e mudanças significativas na aparência. O diagnóstico surgiu durante a pandemia, num momento em que uma alteração no rosto, observada numa selfie, a levou a procurar auxílio médico.
Ao longo do tratamento, Luciana passou por ciclos de cirurgia e enxertos, incluindo tecidos da perna usados para reconstrução. A paciente ficou internada em várias ocasiões e chegou a descrever momentos de grande fragilidade física, com redução de peso e dificuldades na respiração. Os médicos ajustaram doses de quimioterapia já no fim do tratamento, na tentativa de reduzir efeitos adversos.
Hoje, ainda enfrenta sequelas decorrentes do tumor e dos procedimentos. A respiração e a alimentação continuam afetadas, e o céu da boca permanece aberto. Mesmo assim, Luciana afirma ter encontrado uma nova relação com a própria imagem e admite que a vida ganhou novos contornos a partir dos 40 anos.
O diagnóstico e o impacto
O osteossarcoma foi confirmado após a biópsia, explicam profissionais de saúde que acompanharam o caso. A intervenção cirúrgia principal envolveu remover o tumor, o que exigiu extrapolações de tecidos e pele, com consequentes alterações faciais. O tratamento incluiu quatro ciclos de quimioterapia, com internamentos curtos em cada sessão.
Reação e perspetivas futuras
Ao longo dos anos, Luciana lidou com comentários cruéis e expetativas negativas de terceiros, sobretudo durante períodos de recuperação. Hoje, mantém uma visão mais serena sobre a sua imagem e aponta para um futuro com maior qualidade de vida, sem abandonar os planos pessoais e profissionais que ainda tem pela frente.
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