O estudo, liderado pela Universidade de Granada e publicado na revista Clinical Nutrition, analisa como cada refeição se relaciona com a resposta glicémica em adultos obesos. Os dados resultam de observação em condições reais, sem laboratório controlado.
Durante 14 dias, os participantes usaram monitor contínuo de glicose para medir variações ao longo do dia. A ingestão alimentar foi registada com foco no jantar, almoço e pequeno-almoço, permitindo correlacionar cada refeição com a resposta glicémica.
Resultados indicam que pequenos-almoços com mais fruta, lácteos, café ou chá sem açúcar e proteínas associam-se a menor variabilidade glicémica subsequente, benefício para a saúde. Almoços ricos em hidratos de carbono mostraram o oposto.
No jantar, maior consumo de fruta associou-se a uma melhor resposta glicémica noturna. Por outro lado, bebidas alcoólicas, carnes processadas e pão ou massa refinados apresentaram efeito contrário.
A principal novidade do estudo reside na avaliação exaustiva, em condições reais, de como a composição de cada refeição principal se relaciona com a resposta glicémica. Os investigadores destacam que o açúcar das frutas, fibras e compostos bioativos podem contribuir para uma melhor gestão da glicose, mesmo em pessoas com elevado risco de diabetes tipo 2. Evitar fruta à noite por receio infundado pode ser contraproducente.
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