- A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse que não culpou os imigrantes pelo aumento de utentes sem médico de família, mas afirmou que a entrada em Portugal deve ser feita “de outra maneira”.
- Em Vila Nova de Famalicão, na inauguração de uma unidade de saúde familiar, reiterou que não houve crítica à imigração nem ao acesso aos cuidados de saúde pelos recém-chegados.
- No Congresso do PSD, a ministra destacou o aumento do número de médicos de família, mas alertou para os efeitos da pressão migratória no setor.
- Sublinhou uma alteração demográfica importante que aconteceu num espaço de tempo curto e afirmou que é preciso receber estas pessoas com regras e humanismo.
- Desde que chegou ao Governo, disse ter atribuído médico de família a mais de 300 mil utentes, admitindo que titular esse serviço para todos não será rápido, mas mantendo a ambição.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que não culpou imigrantes pelo aumento de utentes sem médico de família, embora defenda que a entrada em Portugal tem de ocorrer de outra maneira. A posição foi retirada:
Num esclarecimento aos jornalistas em Vila Nova de Famalicão, a ministra falava na inauguração de uma unidade de saúde familiar. Garantiu que a imigração não é apontada como responsável pelas dificuldades, mas que é preciso reorganizar o acolhimento.
A chefe de Saúde acrescentou que o país enfrenta um aumento populacional relevante, que exige uma resposta demográfica e humanista. Reiterou que é fundamental acompanhar as pessoas que chegam com regras claras e condições de integração.
Desdobramentos e números
Durante o discurso no Congresso do PSD, Ana Paula Martins deixou claro que houve críticas à gestão dos recursos humanos, mas negou qualquer intenção de apontar o dedo aos imigrantes. Defendeu que o aumento de médicos de família é real e continuará.
A ministra lembrou que, desde o início do Governo, já foram atribuídos médicos de família a mais de 300 mil utentes. Afirmou que o objetivo de cobrir todos os residentes não é rápido nem fácil, mas mantém a ambição.
Compromisso governamental
Martins sublinhou a necessidade de integrar as pessoas que chegam, mantendo cuidados de saúde dignos. Referiu que muitos imigrantes contribuem para a economia portuguesa e que o país precisa de ampliar a oferta de serviços, com regras e humanismo.
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