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Origem da medicina integrativa e funcional

Medicina integrativa e funcional consolidam-se como embrulho para práticas sem base científica, com riscos de atraso terapêutico e custo elevado

A medicina "integrativa" ou "funcional" é a nova vida das terapias alternativas, com práticas pseudocientíficas como *reiki* ou naturopatia incluídas
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  • A medicina integrativa ou funcional não é medicina em si; funciona como um embrulho de práticas já existentes, muitas vezes sem base científica, como antigamente chamada de medicina holística ou alternativa.
  • O conceito ganhou força nos anos noventa, com Andrew Weil, defendendo a junção entre medicina e práticas “alternativas” como acupuntura e fitoterapia, sem comprovação científica robusta.
  • Antes, na década de 1980, surgiu a chamada medicina funcional, que foca na “raiz” do problema e recorre a suplementos e dietas sem base científica sólida.
  • Embora haja entidades a validar a ideia de medicina integrativa, muitas terapias associadas continuam sem evidência de eficácia; quando uma terapia passa nos testes científicos, deixa de ser “integrativa” e passa a fazer parte da medicina convencional.
  • Existem termos e promessas como detox, equilíbrio energético ou cura holística; a ideia de desintoxicação é desacreditada, visto que fígado e rins já realizam essa função naturalmente.
  • Riscos incluem atraso no tratamento adequado, interações com fármacos e custo elevado; em resumo, pode haver exploração financeira em tratamentos falsos.

A medicina integrativa ou funcional ganhou notoriedade nas redes sociais como rótulo para práticas de nutrição e cuidado de saúde. Não é uma especialidade médica nova, mas sim um enquadramento diferente do que já existe. Trata-se, na prática, de um reposicionamento de abordagens antigas.

Defende soluções personalizadas, holísticas e naturais, prometendo tratar a raiz dos problemas. Contudo, muitos conteúdos apresentados carecem de fundamentação científica sólida, enquanto a medicina convencional já passa por escrutínio técnico de eficácia e segurança.

A ideia central é acrescentar práticas não comprovadas, como aromaterapia, homeopatia ou acupuntura, ao conjunto de tratamentos médicos. Mesmo que algumas entidades reconheçam a noção de medicina integrativa, o que é acrescentado nem sempre tem base científica.

Origens e evolução

O impulso inicial surge nos anos 1990, com figuras como Andrew Weil a defender uma união entre medicina e práticas ditas alternativas. Acupuntura, fitoterapia e dietas sem provas passaram a ser associadas à medicina convencional.

Antes, nos anos 1980, surgiu a medicina funcional, com foco na raiz dos problemas e uso frequente de suplementos. Mark Hyman tornou-se uma figura pública ligada a estas correntes. A ideia associada à antienvelhecimento ganhou notoriedade.

O conceito atual inclui também a chamada medicina da pessoa inteira, ou whole-person medicine, que agrega diversas abordagens sob a mesma bandeira. Surgem promessas de tratamento de doenças crónicas com estratégias não convencionais.

Riscos e críticas

Especialistas destacam que muitas formas da medicina integrativa funcionam como marketing, com termos que confundem pacientes. A descredibilização da medicina por parte destas abordagens é apontada como preocupação central.

Consultas podem incluir remédios naturais, reflexologia, homeopatia e massagens, com custos elevados. Em alguns casos, o atraso de tratamentos certeiros é um risco real para a saúde.

Profissionais franceses e norte-americanos lembram que a medicina deveria basear-se na evidência científica. Quando surgem terapias sem provas, expor-se-ão falhas no atendimento e, por vezes, danos materiais ou a desconfiança na prática clínica.

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