- O AVC é uma doença cerebral súbita, causada pelo entupimento de uma artéria (isquémico) ou pela sua rotura (hemorrágico), levando à morte ou falha de células cerebrais.
- Existem dois subtipos: isquêmico, que representa cerca de oito a cinco por cento dos casos, e hemorrágico, com rotura arterial; ambos causam lesão cerebral.
- Sinais de alerta surgem de forma súbita com os 3 F’s — face, fala e força — e, no AVC hemorrágico, pode haver dor de cabeça muito forte ou alterações visuais.
- Em Portugal, estima-se que existam cerca de 25 mil novos AVC por ano (aproximadamente três por hora); ligar de imediato ao 112 ativa a via verde do AVC para tratamento rápido.
- O tratamento depende do tipo: isquêmico pode incluir trombolíticos/fibrinolíticos dentro de quatro horas e meia; hemorrágico foca-se no controlo da pressão e contenção da hemorragia. A recuperação requer reabilitação multidisciplinar precoce e gestão de fatores de risco como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo.
O AVC é uma doença cerebrovascular súbita provocada por bloqueio ou rotura de uma artéria cerebral, com perdas rápidas de função neurológica pela falta de oxigênio e nutrientes. Em Portugal, afeta cerca de três pessoas por hora.
Os sintomas surgem de forma súbita e podem passar despercebidos. Perante um episódio, cada minuto conta. O que acontece, onde e porquê são cruciais para a intervenção imediata.
Tipos de AVC
Existem dois subtipos: isquémico, que representa 85% dos casos, por entupimento de uma artéria, e hemorrágico, cerca de 15%, pela rotura de uma artéria e sangramento. Ambos provocam lesão cerebral.
No isquémico, o coágulo impede o fluxo sanguíneo. No hemorrágico, a artéria rompe e o sangramento surge principalmente com hipertensão arterial. A consequência comum é a morte ou dano de células cerebrais.
Sinais de alerta
Os sinais surgem abruptamente e costumam ser identificados pelos 3 F’s: face, fala e força. Face assimétrica, fala dificultada e fraqueza num lado do corpo são comuns. Vários sinais podem ocorrer sem dor.
A localização do AVC determina efeitos diferentes. Se o hemisfério esquerdo for afetado, os sinais aparecem no lado direito do corpo, e vice-versa. Um único sinal pode justificar acudir 112.
AIT e risco futuro
O acidente isquémico transitório (AIT) ocorre quando o entupimento é temporário, com sintomas de curta duração. Um em cada cinco AIT pode anteceder um AVC mais grave nos meses seguintes.
Um AIT é um alerta que requer avaliação hospitalar, pois indica risco aumentado de AVC extenso. A prevenção passa pelo tratamento médico e mudanças de estilo de vida.
O que acontece ao corpo
No AVC isquémico, o sangue não chega ao cérebro por um coágulo. No hemorrágico, o organismo tenta estancar o sangramento. Em qualquer caso, cada minuto sem tratamento reforça danos neuronais.
Fatores de risco
A hipertensão, dislipidemia, diabetes, obesidade, tabagismo, álcool, sedentarismo e stress estão entre os principais fatores modificáveis. Regras simples, como atividade física diária, ajudam a reduzir o risco.
Existem fatores não modificáveis: idade avançada, histórico familiar e género. O foramen ovale permeável pode ligarse a eventos isquémicos, embora seja raro.
Tempo é cérebro
A cada minuto de sintomas, milhares de neurónios morrem. A cada hora, o dano é ainda maior, com perdas significativas de funções. O tratamento rápido aumenta a probabilidade de recuperação sem sequelas.
Como é tratado no hospital
Ao chegar, é realizada uma TAC para distinguir se o AVC é isquémico ou hemorrágico. No isquémico, podem usar trombolíticos ou fibrinolíticos para dissolver o coágulo e restabelecer o fluxo, dentro de uma janela de até quatro horas e meia. Pode ser necessária cirurgia de prevenção de novo AVC. No hemorrágico, o objetivo é diminuir a pressão arterial e conter a hemorragia, com cirurgia em alguns casos.
Consequências
As sequelas variam conforme a área atingida, o tempo de resposta e o tipo de AVC. Dificuldades de fala, motoras, disfagia, alterações de memória e humor são comuns, exigindo reabilitação multidisciplinar precoce.
Números em Portugal e no mundo
A SPA-AV estima cerca de 25 mil novos casos por ano em Portugal. Em termos de mortalidade, os AVC destacam-se entre as principais causas. Dados recentes indicam tensões entre hospitalização e mortalidade, com evolução de ativação da via verde do AVC no pré-hospitalar.
Pode recuperar?
A neuropsicóloga Joana Câmara aponta que o AVC tem impacto emocional intenso, com 30% dos sobreviventes a desenvolver perturbações de percepção. A reabilitação precoce e multidisciplinar favorece ganhos a curto e longo prazo, reduzindo sequelas.
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