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Associações dizem que a proposta para PSU pode criminalizar a pobreza

Associações acusam a proposta da Prestação Social Única de criminalizar a pobreza; votação final ocorre quinta-feira, após contributos de especialistas

A PSU, integrada no Plano de Recuperação e Resiliência pelo Partido Socialista, foi aprovada pelo Governo de Luís Montenegro a 29 de Maio
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  • A proposta do Governo para a Prestação Social Única (PSU) é apresentada por associações como uma “criminalização da pobreza”.
  • Vários contributos de especialistas e de organismos públicos ligados ao combate à pobreza foram recebidos pela Assembleia da República.
  • Dois desses contributos alertam para a possível “criminalização da pobreza” e para uma “narrativa de combate aos pobres e não à pobreza”.
  • Advertem ainda que a PSU pode reduzir a compreensão das dinâmicas sociais e limitar a adequação das respostas a diferentes situações de vulnerabilidade.
  • A votação final da proposta está marcada para quinta-feira, 25, no Parlamento.

O Governo apresentou a proposta de criação da Prestação Social Única (PSU), que está a ser discutida na Assembleia da República. A votação final na lei está marcada para quinta-feira, 25 de junho, no Parlamento.

Especialistas e organismos públicos ligados ao combate à pobreza foram ouvidos na sexta-feira no âmbito da apreciação na especialidade da proposta. O objetivo da audiência foi recolher contributos para melhorar o texto antes da votação final.

Associações e organizações da sociedade civil já reiteraram que veem a PSU como uma potencial criminalização da pobreza, defendendo que a proposta transmite uma narrativa centrada no combate aos pobres e não à pobreza. Alegam ainda que pode reduzir a compreensão das dinâmicas sociais e comprometer a adequação das respostas às diferentes situações de vulnerabilidade.

Contributos recebidos para a proposta

Entre os contributos recebidos estão críticas à forma como a PSU pode impactar diferentes grupos vulneráveis e preocupações sobre a focalização dos apoios. Os investigadores sublinham a necessidade de clarificar critérios de elegibilidade, prazos e mecanismos de salvaguarda para evitar excedentes ou excludeções indevidas.

Fontes oficiais indicam que os técnicos da Assembleia trabalham para incorporar sugestões que assegurem maior transparência, monitorização e flexibilidade na implementação. A defesa da proposta recorda que a PSU visa simplificar o apoio social, mantendo, ainda assim, salvaguardas para evitar abusos.

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