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Imigração eleva pressão sobre o SNS, mas falta de médicos é complexo

Imigração aumenta pressão no SNS, mas falta de médicos é problema complexo que exige reforço infraestrutural e reorganização dos cuidados

Xavier Barreto, presidente da APAH
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  • O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), Xavier Barreto, afirmou que o aumento populacional devido à imigração aumenta a pressão sobre o SNS, mas não explica por completo a falta de médicos de família.
  • Ana Paula Martins, interveniente no congresso do PSD, disse que o crescimento populacional causado pela imigração é apenas um dos fatores da pressão no sistema de saúde e criticou a forma como alguns fenómenos atam a déficits estruturais.
  • O responsável da APAH destacou que a imigração ilegal representa uma parte muito residual da pressão sobre o SNS e defendeu uma explicação mais complexa para a falta de médicos.
  • Barreto defendeu a capacitação do SNS como solução, incluindo melhoria da infraestrutura, retenção de médicos no sector público e reorganização dos profissionais, com novas funções para profissionais de saúde.
  • Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal passa a ter 11.424.031 residentes, com 1.597.539 estrangeiros, registando aumentos entre 2021 e 2025, especialmente nos anos de 2022, 2023 e 2024.

O aumento do número de utentes, explicado pela imigração, está a exercer pressão acrescida sobre o SNS, segundo o presidente da APAH. A análise é de que não basta um único fator para explicar a situação.

Ana Paula Martins, interveniente num congresso do PSD, associou o crescimento populacional a fluxos migratórios, redes reforçadas e dinâmicas de negócios ilegais. Alertou para que o reforço de médicos não resolva por si só o problema.

Xavier Barreto, da APAH, sublinha que a imigração ilegal representa uma parte residual da pressão. Defende que é preciso capacitar o SNS com mais infraestruturas, médicos e reorganização de competências profissionais para responder às necessidades.

Para o responsável, novas funções ou competências para profissionais de saúde podem libertar médicos para consultas complexas. Exemplo citado: gestão de doentes crónicos por enfermeiros e maior papel das Farmácias em rastreios e vacinação.

A reorganização pode exigir, ainda, novas profissões com funções ampliadas e a redefinição de responsabilidades na prestação de cuidados. Assim, a solução passa por uma visão integrada do sistema.

O Instituto Nacional de Estatística atualizou hoje o total de residentes em Portugal para 11 424 031, com 1 597 539 estrangeiros. O INE detalha aumentos entre 2021 e 2025 e fluxos migratórios elevados nos anos de 2022, 2023 e 2024.

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