O teste sanguíneo pTau217 surge como ferramenta para acelerar o diagnóstico da doença de Alzheimer, especialmente em pessoas com mais de 65 anos. O método, rápido e minimamente invasivo, pode indicar a probabilidade de Alzheimer ao confirmar ou excluir a patologia amiloide.
Em Portugal, estima-se que entre 100 mil e 200 mil pessoas vivam com Alzheimer. A doença evolui de forma gradual, começando com dificuldades de memória e progredindo para déficits cognitivos mais amplos. O diagnóstico tardio continua a ser um desafio.
O pTau217 funciona como uma triagem: uma colheita de sangue simples pode sugerir a probabilidade de Alzheimer. O exame é indicado quando surgem sintomas, com o potencial de reduzir o tempo até ao diagnóstico.
Evolução na ciência
Na prática clínica, o diagnóstico precoce pode atrasar a progressão da doença. O teste pode ser particularmente útil para indivíduos com histórico familiar, ajudando a tranquilizar quem teme ter a condição.
Há ressalvas: um resultado positivo nem sempre confirma a doença, e um negativo não exclui completamente o risco. Em casos com suspeita forte, o médico deve confirmar o diagnóstico com avaliações adicionais.
Quando o diagnóstico precoce é alcançado, surgem tratamentos que podem atrasar a evolução da doença. Embora caros e nem sempre cobertos, esses fármacos representam uma esperança para pacientes e cuidadores.
Além do diagnóstico, a prática diária de atividade física e estímulos cognitivos, sociais e físicos pode contribuir para o bem-estar e para a proteção contra o agravamento da doença.
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