- Algarve e Estuário do Tejo vão ter dois projectos-piloto para diagnóstico, tratamento e seguimento da apneia obstrutiva do sono (SAOS), iniciando-se dentro de três meses.
- Os projectos, com duração de dois anos, entram nos cuidados de saúde primários e prevêem uma unidade virtual de sono coordenada por médico especialista em medicina do sono, com supervisão remota.
- Serão rastreados utentes com suspeita clínica de SAOS não complicada e sem critérios de referenciação para avaliação hospitalar presencial; diagnósticos simples poderão incluir poligrafia respiratória domiciliária.
- Pacientes com complexidade clínica, como gravidez, insuficiências graves ou doenças neuromusculares, serão referenciados para avaliação presencial hospitalar.
- Ao final, será elaborado um relatório conjunto com a avaliação técnica-científica da DGS e análise económica da ACSS, visando eventual expansão do modelo a todas as ULS do SNS.
As ULS do Algarve e do Estuário do Tejo vão lançar dois projectos-piloto para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento da síndrome de apneia obstrutiva do sono. O programa começa nos cuidados de saúde primários, tem duração de dois anos e deverá iniciar-se dentro de três meses.
A iniciativa foi regulamentada por despacho publicado no Diário da República, assinado pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo. O objetivo é testar a descentralização do diagnóstico, com avaliação hospitalar remota e acompanhamento pela unidade virtual de sono.
Contexto e objetivo
Podem participar utentes com suspeita clínica de SAOS que não cumpram os critérios de referênciação para avaliação hospitalar presencial, nomeadamente casos não complicados. A iniciativa destaca que a SAOS afeta mais de 15% da população adulta e está relacionada a morbilidade cardiovascular e acidentes, entre outros impactos.
As unidades tentam assegurar diagnóstico simplificado via poligrafia respiratória domiciliária, coordenada por médico especialista em sono, com supervisão remota. A prática será suportada por técnicos de cardiopneumologia, vinculados aos hospitais das ULS.
Quem estiver numa situação de maior complexidade clínica — gravidez, défice cognitivo, doenças respiratórias graves, cardíacas, neuromusculares, entre outras — deverá ser encaminhado para avaliação hospitalar presencial. Os recursos humanos e tecnológicos para o piloto ficarão a cargo das ULS.
No final dos dois anos, haverá um relatório final com duas componentes: técnica-científica pela DGS e financeira pela ACSS. O documento deverá indicar a viabilidade de expansão do modelo para todas as ULS do SNS. O objetivo é uma maior proximidade de cuidados e menos pressão sobre hospitais, com suporte de telessaúde e interoperação de sistemas.
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