- Um estudo com dispositivos vestíveis mostrou que a “febre do futebol” eleva a frequência cardíaca e o stress durante a final da Taça da Alemanha de 2025, comparando com dias normais ao longo de 12 semanas.
- Cardiologistas dizem que emoções intensas podem atuar como fatores de risco precipitantes para eventos cardiovasculares, especialmente em pessoas com doença cardíaca pré-existente.
- Momentos de incerteza, como penáltis, análises do vídeoárbitro ou remates ao poste, geram respostas fisiológicas mais pronunciadas do que marcar golos.
- O maior impacto ocorre em adeptos que veem o jogo no estádio e bebem álcool, devido ao calor e ao esforço adicional, embora quem segue o jogo em casa também apresente aumentos de frequência cardíaca.
- Recomenda-se que pessoas de maior risco mantenham a medicação, evitem excesos de álcool e tabaco, e estejam atentas a sinais como dor no peito, falta de ar ou batimentos muito rápidos ou irregulares.
O futebol do Mundial está a ser alvo de atenção médica: especialistas alertam para o impacto emocional em fãs com doenças cardíacas pré-existentes. A intensidade dos jogos pode agir como fator de risco para o sistema cardiovascular, mesmo em pessoas aparentemente saudáveis.
Estudos recentes, baseados em dados de dispositivos vestíveis, indicam aumentos significativos na frequência cardíaca e nos níveis de stress durante a final da Taça da Alemanha de 2025 e ao longo de 12 semanas de observação. Os picos ocorrem sobretudo em momentos de incerteza, como penáltis e decisões do VAR.
Ao vivo no estádio, o consumo de álcool pode intensificar a resposta fisiológica, aumentando o esforço do corpo. Mesmo quem assiste em casa regista alterações da frequência cardíaca, associadas a situações de emoção durante o jogo.
Risco emocional durante o Mundial
A intensidade emocional, seja por entusiasmo ou ansiedade, pode acelerar a frequência cardíaca, a pressão arterial e a libertação de hormonas de stress, como cortisol, elevando o risco de eventos cardíacos em pessoas com problemas prévios. Há casos em que a frequência pode chegar a cerca de 150 batimentos por minuto, num patamar de sprint.
A equipa de investigação liderada por Christian Deutscher, da Universidade de Bielefeld, está a recolher dados de adeptos ao vivo e em casa para compreender o comportamento fisiológico durante o Mundial. Os resultados sugerem que momentos de incerteza provocam respostas relevantes no organismo.
Recomendações e comunicação de risco
Especialistas destacam a importância de manter a medicação em dia para quem tem fatores de risco, evitar excessos de álcool e de tabaco, e estar atento a sinais como dor no peito, dificuldade respiratória ou batimentos irregulares. A mensagem é desfrutar com moderação, sem negligenciar o bem-estar cardiovascular.
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