Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) indicaram que a falha de energia que afetou os sistemas de informação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) nesta sexta-feira foi sendo reposta ao longo do dia. Segundo a SPMS, já existem grandes parte dos serviços e sistemas a funcionar novamente.
A dificuldade impactou o acesso a serviços de saúde e à informação clínica, com o SNS a manter a emissão de receitas e a dispensa de medicamentos em vigor, graças a uma exceção prevista na Portaria n.º 224/2015 de 27 de julho. A recuperação foi descrita como progressiva.
Restabelecimento e redundância
Ao final da manhã, a SPMS informou que os serviços estavam, em grande parte, restabelecidos e que tudo deveria voltar ao normal com brevidade. A organização adiantou ainda que a prescrição desmaterializada pode exigir consulta manual da receita, conforme necessidade.
A SPMS também revelou que está a preparar um segundo polo da infraestrutura central, com conclusão prevista até ao final do ano, para assegurar maior redundância e disponibilidade dos sistemas do SNS.
Impacto em janeiro de serviços e resposta institucional
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) destacou que a falha paralisou cuidados de saúde primários em todo o país, afetando processos clínicos, a prescrição e a requisição de exames. O anúncio indicou que o problema se iniciou perto das 08:50 e criou constrangimentos nos centros de saúde.
Nas farmácias, a indisponibilidade da base de dados de prescrições atrasou a dispensa eletrónica, contribuindo para atrasos no atendimento. A Associação Nacional de Farmácias (ANF) confirmou a situação, acrescentando que algumas farmácias tiveram dificuldades de acesso à informação necessária.
Entre na conversa da comunidade