A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um alerta à Europa após identificar mais de 200 mil mortes evitáveis associadas ao calor nos últimos quatro anos. A cifra foi apresentada pelo diretor para a Europa, Hans Kluge, durante a apresentação de novas orientações da OMS, na Alemanha. A mensagem é de que o calor extremo se tornou uma crise recorrente e não uma exceção sazonal.
A OMS destaca que não apenas o número de óbitos é alto, mas que o impacto é desigual entre países. Itália regista a maior parte das mortes prematuras por calor, seguindo-se Espanha, Alemanha e Grécia, com o pico por milhão de habitantes a ocorrer neste último país. A organização aponta fatores como aquecimento global, urbanização rápida e envelhecimento populacional como-chave na vulnerabilidade.
A organização sublinha ainda o papel das políticas públicas na proteção coletiva, indo além das ações individuais. Segundo a OMS, proteger comunidades urbanas, aumentar áreas sombreadas e criar centros de arrefecimento são medidas centrais nas novas orientações para planos de ação calor-saúde, atualizadas pela segunda vez desde 2008.
Esforços coordenados para proteção contra o calor
A OMS publicou, na quinta-feira, a segunda edição dos planos de ação calor-saúde, com recomendações para melhorar a resposta governamental e a prevenção. Segundo Hans Kluge, as ações permitem prever, preparar e responder de forma coordenada a episódios de calor extremo, reduzindo riscos para populações vulneráveis.
As orientações abrangem medidas como cidades mais verdes, redes de arrefecimento, proteção social para manter a hidratação de idosos e formação de professores e cuidadores para reconhecer sinais de doenças associadas ao calor. A atualização reflete evidências mais recentes de investigação e prática.
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