- Nos EUA já foram confirmados cinco casos de bicheira-do-Novo-Mundo em animais, após a primeira infestação sinalizada no Texas na semana passada.
- Os animais afetados incluem três vitelos e uma cabra no Texas, bem como um cão no Novo México.
- A bicheira-do-Novo-Mundo é uma mosca parasita cujas larvas se alimentam de tecidos em carne viva; a fêmea deposita ovos em feridas abertas.
- As autoridades criaram uma zona de quarentena de vinte quilômetros para tentar impedir a propagação do parasita; a investigação envolve áreas ao redor da propriedade onde o cão vivia.
- Em relação a pessoas, o risco é baixo, mas pode haver feridas dolorosas ou larvas em feridas abertas para quem estiver exposto a zonas com moscas infestadas.
O Departamento de Agricultura dos EUA confirmou cinco casos de bicheira‑do‑Novo‑Mundo em animais, após a primeira infestação reportada na semana passada no Texas. A detecção inicial levou a ações de contenção na região.
Entre os animais afetados estão três vitelos e uma cabra no Texas, mais um cão no Novo México. A ocorrência estende-se a uma área próxima, com autoridades a acompanhar de perto a evolução da situação.
O subsecretário da Agricultura responsável pelos Programas de Comercialização e Regulação apelou aos donos para manter vigilância rigorosa, reportando qualquer sinal suspeito. A cooperação pública é considerada essencial para proteger o gado e a saúde animal.
O que é a bicheira‑do‑Novo‑Mundo
Trata‑se de uma mosca parasita cuja vida envolve tecidos de animais de sangue quente. A fêmea deposita ovos em feridas ou mucosas, de onde emergem larvas que consomem tecido próximo.
Casos anteriores já tinham sido detetados no sul do Texas, com zonas de quarentena de 20 quilómetros definidas para impedir a propagação. No Novo México, as autoridades investigam a área da propriedade onde viveu o cão infetado.
As inspeções na zona devem intensificar‑se se mais moscas infetadas forem identificadas, segundo a veterinária estadual Samantha Holeck. Cientistas alertam que novos casos podem surgir, mas não implicam um rápido alastramento.
Riscos para pessoas e animais
As larvas não se transmitem entre pessoas, mas o risco aumenta para quem trabalha com gado ou passa longos períodos ao ar livre em áreas afetadas. Sintomas incluem feridas dolorosas, odor, sangramento ou sensações de movimento em feridas, ou em vias como nariz, olhos ou genitais.
Entre na conversa da comunidade