- A astronauta Peggy Whitson, bioquímica e vice-presidente da Axiom Space, participou na Faculdade de Motricidade Humana (FMH) da Universidade de Lisboa para assinar um memorando de entendimento da Axiom Space University Alliance.
- Whitson, primeira mulher a comandar a Estação Espacial Internacional (ISS), falou sobre a preparação do corpo para as condições do espaço e as mudanças provocadas pela microgravidade.
- A investigadora destacou que, após quase dois anos no espaço, o regresso à Terra é fisicamente mais exigente, especialmente para o sistema neurovestibular e a coordenação.
- Na ISS, os astronautas treinam para evitar atrofia muscular e perda de massa óssea; a fisiologia varia entre pessoas e as estratégias de preparação são individualizadas, segundo Whitson.
- A FMH e a Agência Espacial Portuguesa integram a aliança, com planos de investigação e projetos na área, incluindo possíveis formações ligadas às questões espaciais.
A astronauta Peggy Whitson, bioquímica e vice-presidente da Axiom Space, esteve hoje na Faculdade de Motricidade Humana (FMH) da Universidade de Lisboa. O objetivo foi assinar um memorando de entendimento que integra a FMH na Axiom Space University Alliance.
Durante uma sessão sobre os horizontes do espaço, Whitson partilhou experiências das várias missões que integrou, incluindo a liderança na Estação Espacial Internacional (ISS). Falou sobre a preparação do corpo para condições extremas e sobre os desafios enfrentados ao longo de dez anos na NASA, antes de se juntar à Axiom.
Whitson explicou que, na microgravidade, o corpo e o cérebro funcionam de forma diferente. Mesmo após longos períodos no espaço, o regresso à gravidade terrestre surge como o maior desafio físico, especialmente para o sistema neurovestibular e a coordenação.
Parceria e investigação
A assinatura do memorando marca a integração da FMH na Axiom Space University Alliance, abrindo caminho a projetos conjuntos. O presidente da FMH, Pedro Passos, afirmou que nunca antes a instituição tinha explorado este tipo de ligação com o espaço.
A aliança também conta com a Agência Espacial Portuguesa, já envolvida na seleção de alunos para missões de gravidade zero. O objetivo é ampliar oportunidades para estudantes explorarem a medicina e a fisiologia espacial.
Formação e curiosidade científica
O fisiologista Emiliano Ventura, português e ex-aluno da FMH, destacou a individualidade da resposta humana ao espaço e a necessidade de abordagens personalizadas. O conhecimento ainda é visto como um campo em desenvolvimento, com potencial para novas linhas de investigação.
A agência espacial portuguesa vê a colaboração como uma via para expandir a medicina espacial e inspirar a formação de futuros profissionais ligados às questões do corpo humano no espaço.
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