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Inquérito aponta britânicas entre as mais zangadas da Europa

Atrasos no NHS elevam a raiva entre mulheres, sobretudo idosas, colocando o Reino Unido na 48.ª posição entre 143 países

Raiva feminina aumenta no Reino Unido, indica novo inquérito mundial de saúde
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  • O Reino Unido surge entre as nações com as mulheres mais zangadas da Europa, com mais de vinte por cento a reportar raiva na sondagem do Índice Global de Saúde Feminina da Hologic.
  • Desde fevereiro de 2024, a saúde emocional das mulheres britânicas piorou, com o Reino Unido na 48.ª posição entre 143 países.
  • Em comparação, Alemanha ficou em 7.º, Polónia em 5.º e Letónia em 2.º lugar.
  • O estudo indica que 42% das mulheres sentem preocupação e 28% tristeza; as maiores de 60 anos são as mais afetadas.
  • Lacunas no NHS persistem, especialmente em saúde pélvica e menopausa, com apenas 2% do financiamento de investigação médica em 2025 destinado à gravidez, parto e saúde reprodutiva feminina.

O Reino Unido aponta entre os países com maior insatisfação entre as mulheres na Europa, segundo um novo estudo. A sondagem revela que mais de 20% das entrevistadas relatam sentimentos de raiva, tristeza e preocupação.

Os dados são do Índice Global de Saúde Feminina da Hologic, o maior inquérito internacional sobre a saúde das mulheres. O relatório destaca uma queda contínua da saúde emocional e física das mulheres no país desde fevereiro de 2024, situando o Reino Unido na 48.ª posição entre 143 países.

Ao mesmo tempo, o estudo identifica persistentes lacunas no acesso e na qualidade dos cuidados de saúde para as mulheres, incluíndo questões ligadas à saúde pélvica e à menopausa. Em 2025, apenas 2% do financiamento da investigação médica britânica destinou-se à gravidez, parto e saúde reprodutiva feminina.

Contexto e dados da saúde feminina

A análise aponta que 42% das mulheres sentem preocupação e 28% relatam sentimentos de tristeza. O grupo acima dos 60 anos é o mais afetado, apresentando, pela primeira vez, índices de raiva e tristeza superiores aos observados em 2020.

Desafios no NHS e impactos sociais

Críticas à falta de investimento e reconhecimento para doenças que afetam a saúde feminina repetem-se globalmente. Estudos indicam que, apesar de as mulheres procurarem mais frequentemente ajuda médica, o tratamento adequado continua a ser difícil de obter.

No NHS, as esperas por serviços especializados variam conforme a região, com grandes cidades a registar tempos de espera mais curtos do que zonas rurais. Especialistas enfatizam a necessidade de mais investimento em doenças crónicas femininas e em diagnósticos precoces.

Caminhos apontados

Executivos da indústria e especialistas defendem maior uso de tecnologias inovadoras e maior acesso a cuidados, com uma resposta integrada entre decisores políticos, NHS, clínicos e indústria. O objetivo é reduzir atrasos e melhorar a qualidade de vida das mulheres.

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