- A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) informou que os internamentos indevidos agravaram-se desde março e pediu respostas no terreno, além de reforço das equipas de cuidados domiciliários.
- Em março, havia 2.807 pessoas internadas nos hospitais apesar de terem alta clínica, de acordo com o Barómetro dos Internamentos Sociais da APAH.
- O custo para o Estado com estes internamentos ultrapassava os 350 milhões de euros.
- O presidente da APAH, Xavier Barreto, afirmou que o valor é subestimado, visto que só contabiliza custos diretos e usa uma tabela desatualizada; o custo real seria bastante superior.
- A APAH defende mudar o modelo de prestação de cuidados, privilegiando o domicílio e cuidadores informais, com mais investimento e recursos.
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) informou que os internamentos indevidos nos hospitais agravaram-se desde março. A instituição pediu respostas urgentes no terreno e reforço das equipas de cuidados domiciliários.
Segundo o Barómetro dos Internamentos Sociais da APAH, divulgado em março, havia 2807 pessoas internadas com alta clínica não assegurada. O número representa um aumento de 19% face a períodos anteriores.
A entidade alerta que o custo para o Estado é subestimado, já que a estimativa atual contabiliza apenas custos diretos e utiliza uma tabela de valores desatualizada. O custo real seria superior, segundo os responsáveis.
No parlamento, a APAH pediu respostas rápidas no domicílio e maior investimento em cuidados continuados domiciliários. Defende uma mudança do modelo para beneficiar uma maior participação de cuidadores informais.
Os responsáveis concluem que é necessário ampliar recursos para que haja uma redução dos internamentos indevidos e melhorar a gestão de recursos hospitalares, com enfoque no apoio domiciliário.
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