O Google avança com o projeto Debug, que visa libertar mosquitos homens portadores de Wolbachia para reduzir a transmissão de doenças. A medida poderá ocorrer na Califórnia e na Flórida, ao longo de dois anos. A liberação depende de aprovação das autoridades dos EUA.
Quem está envolvido: equipa de cientistas e engenheiros da Google trabalham para introduzir mosquitos machos estéreis com a bactéria Wolbachia. O objetivo é que, ao acasalarem com fêmeas selvagens, os ovos não eclodam, reduzindo a população na geração seguinte.
Quando e onde: o pedido de autorização foi apresentado nos Estados Unidos. Se aprovado, a libertação poderá acontecer na Califórnia e na Flórida durante dois anos, num plano que visa travar a transmissão de doença.
Porquê: as fêmeas transmissoras de dengue, malária e febre-amarela necessitam de sangue humano ou animal para desenvolver ovos. Ao interromper a reprodução, a incidência de doenças pode diminuir e o risco para a saúde pública reduzir-se.
Como funciona: o método usa mosquitos machos estéreis que não se cruzam com fêmeas selvagens, graças à Wolbachia. Não envolve toxinas nem alterações genéticas, sendo apresentado como seguro para pessoas e ambiente.
Técnica de esterilização: a equipa da Google trabalha com várias abordagens para esterilizar mosquitos machos. Na eventual libertação, a estratégia indicada envolve infetar os mosquitos com Wolbachia para manter a bactéria estável na população.
Contexto global: existem mais de 3 mil espécies de mosquitos, muitas com potencial de transmitir doenças. O Aedes aegypti é responsável por dengue, Zika, febre-amarela e chikungunya, com impacto significativo em regiões tropicais e subtropicais.
Experiências anteriores: Chipre realizou, em 2023, um programa-piloto com libertação semanal de 100 mil machos estéreis durante 20 semanas. Outros testes ocorreram em Cuba (2020) e na China (2017), com métodos de irradiação.
Europa em foco: o aumento de temperatura e de verões longos tem intensificado as transmissões na Europa. O ECDC aponta Aedes aegypti, Aedes albopictus e Culex pipiens como vetores relevantes, com crescimento de áreas de ação.
Prevenção contínua: além de intervenções químicas, o ECDC recomenda eliminação de águas paradas e uso de larvicidas ou adulticidas em surtos, sempre considerando o impacto ambiental. A prevenção depende de ações públicas e individuais.
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