Hospitais pedem medidas urgentes para travar internamentos sociais. A APAH alerta que os internamentos indevidos aumentaram desde março, com números já acima das 2800 estimadas, situação que não é normal para o verão. O pedido é por respostas no terreno e reforço do domicílio.
Em audição na comissão de saúde, o presidente da APAH, Xavier Barreto, explicou que o custo atual supera o valor estimado. O Barómetro de março apontava 2807 pacientes internados sem alta clínica, com impacto financeiro acima de 350 milhões de euros anuais.
Barreto afirmou que o número está subestimado, pois só considera custos diretos. Com o evoluir da situação, apelou a ações no terreno, especialmente na assistência domiciliária, e a uma mudança de modelo para mais cuidados em casa.
Apoio domiciliário como prioridade
O foco passa por reforçar equipas de cuidados continuados domiciliários e acelerar o apoio a pacientes no domicílio. A ideia é reduzir transferências desnecessárias entre hospital e casa.
A ministra da Saúde, ouvida no Parlamento, reconheceu que a resposta do SNS está muito diminuída por internamentos que se prolongam após alta clínica. O cenário reforça a necessidade de soluções rápidas.
Projeto Sad+Saúde em curso
O governo lançou o Sad+Saúde, um projeto-piloto de apoio domiciliário para pessoas dependentes, iniciado no início de maio em cinco IPSS. O programa funcionará durante um ano, por região do continente.
As entidades signatárias do piloto são a Associação de Solidariedade de S. Pedro, a Santa Casa da Misericórdia de Arganil, a Fundação AFID Diferenças, a Santa Casa de Mora e a Santa Casa de Portimão.
O piloto visa apoiar quem não tem condições de assegurar temporariamente ou permanentemente as necessidades básicas e a saúde. O objetivo é testar a viabilidade de migrar mais cuidados para o domicílio com mais cuidadores informais.
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