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União Africana garante vacina contra Ébola Bundibugyo este ano

União Africana garante vacina contra a estirpe Bundibugyo de Ébola ainda este ano, enquanto a epidemia na RD Congo já soma 246 mortes

Kanyaruchinya, na República Democrática do Congo, afectada pela estirpe Bundibugyo do vírus ébola
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  • A União Africana afirmou que, até ao final de 2026, haverá uma vacina e um medicamento contra a estirpe Bundibugyo do Ébola.
  • Já morreram 246 pessoas e há 1.077 casos suspeitos na epidemia, com maior impacto na República Democrática do Congo.
  • A Organização Mundial da Saúde declarou a epidemia como emergência de saúde pública de importância internacional.
  • A União Europeia enviou ajuda humanitária à cidade de Bunia, incluindo máscaras, luvas, botas e medicamentos, transportados por avião e ONUs em diferentes recursos.
  • Os EUA aumentaram a ajuda para 112 milhões de dólares desde o início da crise; Uganda encerrou temporariamente a fronteira com a RD Congo para evitar propagação.

A União Africana garante ter uma vacina contra a estirpe Bundibugyo do ébola disponível ainda este ano. O anúncio foi feito por Jean Kaseya, diretor-geral do Africa CDC, numa conferência em Kinshasa, RD Congo, à margem de uma epidemia que já provocou 246 mortes. O objetivo é ter tanto a vacina como um medicamento aprovados até ao final de 2026.

As autoridades destacam que o atual rasto da doença é preocupante, com 1077 casos suspeitos registados até ao momento. A epidemia está a acelerar o número de infecções, que pode evoluir para um dos maiores surtos da história, embora a OMS afirme que não está sob controlo total.

Parte da ajuda internacional já chegou ao terreno. Um avião com apoio da União Europeia enviou material médico, como máscaras, luvas e botas, para Bunia, no leste da RD Congo. Várias caixas com recursos da ONU também foram transportadas para camiões destinados às zonas afetadas.

A resposta de saúde pública é dificultada pela instabilidade local, bem como pela resistência de algumas populações a procedimentos funerários por risco de contágio. Profissionais de saúde enfrentam mantimentos limitados e condições desafiantes no terreno.

Previsões apontam que a ajuda da UE chegará em remessas nos próximos oito dias, segundo Jérôme Kouachi, da UNICEF RD Congo. Paralelamente, Tedros Adhanom Ghebreyesus, da OMS, dirige-se à RD Congo para avaliar ações in loco.

Os EUA anunciaram um aumento de 80 milhões de dólares na ajuda à RD Congo e ao Uganda, elevando o total desde o início da crise para 112 milhões de dólares. O reforço destina-se a equipamentos de proteção, testes de Ébola e rastreio sanitário em aeroportos e na rede de contactos.

O surto foi originalmente detetado na província de Ituri, junto à fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, com expansão para Kivu Norte e Kivu Sul. Em Uganda, há sete casos confirmados — todos na capital Kampala — e um óbito importado. O Governo ugandês encerrou temporariamente a fronteira com a RD Congo para evitar propagação.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos de pessoas ou animais infectados, causando febre hemorrágica, vómitos, diarreia e sangramento interno. As autoridades reiteram a necessidade de vigilância reforçada, diagnóstico rápido e coordenação internacional para conter a epidemia.

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