- A iniciativa “As Palavras Pesam” foi lançada no Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade, a 23 de maio, pela SPEO, ADEXO, APCOI e Novo Nordisk Portugal.
- O objetivo é promover uma comunicação mais rigorosa, inclusiva e centrada na pessoa que vive com obesidade, com um Guia Rápido de Comunicação para a sociedade e decisores.
- Recomenda-se usar “pessoa que vive com obesidade” em vez de termos estigmatizantes, e escolher imagens que mostrem diversidade de estilos de vida sem retratar estereótipos.
- O estigma ligado ao peso persiste e afeta a saúde física e mental, o acesso aos cuidados e agrava desigualdades, justificando uma linguagem mais responsável e baseada em evidência.
- Dados nacionais: 17% da população adulta tem obesidade, 38,2% está em pré-obesidade; na população pediátrica, 31,9% tem pré-obesidade ou obesidade e 13,5% tem obesidade entre os 7 e os 9 anos.
No âmbito do Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade, a SPEO, a ADEXO, a APCOI e a Novo Nordisk Portugal lançam a iniciativa “As Palavras Pesam” para promover uma comunicação mais rigorosa e centrada na pessoa que vive com peso em excesso. O objetivo é reduzir preconceitos e estereótipos ainda presentes no debate público.
A proposta inclui um Guia Rápido de Comunicação sobre Obesidade dirigido a sociedade em geral, informadores e decisores. As recomendações serão partilhadas com deputados, decisores de saúde e meios de comunicação, para orientar uma abordagem mais respeitosa e baseada em evidência.
A obesidade é tratada como doença crónica complexa, com fatores genéticos, biológicos e ambientais. Apesar disso, o estigma persiste e afeta a saúde física e mental, bem como a eficácia de intervenções e políticas públicas.
Contexto e objetivo
O guia recomenda linguagem centrada na pessoa: evitar termos estigmatizantes e preferir expressões que reconheçam a pessoa acima do rótulo. Sugere ainda imagens que mostrem diversidade de comportamentos e estilos de vida, sem focar apenas em áreas corporais ou em traços negativos.
Mário Silva, líder da APCOI, enfatiza que o estigma atinge crianças e jovens, prejudicando a autoestima. Carlos Oliveira, da ADEXO, afirma que a mudança linguística facilita um diálogo público mais justo e aberto às opções das pessoas.
Helena Novais, da Novo Nordisk Portugal, ressalta que o recurso pretende reduzir o preconceito e promover uma comunicação mais humana que coloque a pessoa no centro. A iniciativa visa transformar perceções para melhorar o acesso a cuidados de saúde.
Dados globais apontam que cerca de 1.000 milhões de pessoas vivem com obesidade. Em Portugal, 17% da população adulta tem obesidade e 38,2% apresenta pré-obesidade, segundo estimativas recentes. Em crianças, a prevalência combinada de pré-obesidade e obesidade é de cerca de 31,9%, com obesidade em 13,5% de crianças entre 7 e 9 anos.
A obesidade é apresentada como doença crónica cuja compreensão social ainda é influenciada por estigma. Para mais informações, podem consultar-se recursos educativos disponíveis sobre o tema.
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