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Teste revela reserva ovariana, com cuidados a ter

Teste da hormona anti-Mulleriana avalia reserva ovárica, mas resultados variam entre laboratórios e não prevê gravidez natural nem menopausa

Técnica estudada em Oregón, nos EUA, pode combater a infertilidade
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  • A hormona anti-Mulleriana (HAM) pode medir a reserva ovárica funcional, útil para orientar tratamentos de fertilidade e decisões de preservação de óvulos.
  • O teste pode ser usado em várias fases do ciclo menstrual e tem aplicações tanto em infertilidade como em planeamento de gravidez e em casos de adiamento da maternidade.
  • Pode ajudar na seleção de protocolos de estimulação ovárica e, em contexto: antes e depois de tratamentos como quimioterapia, radioterapia ou cirurgia ovariana.
  • A HAM não é infalível: o valor varia entre laboratórios e depende de fatores como contraceptivos, tabagismo, índice de massa corporal e vitamina D; a fiabilidade é maior a partir dos 25 anos.
  • Ainda que possa indicar perspetivas de fertilidade, a idade continua a ser o principal fator prognóstico para a gravidez natural ou para a entrada na menopausa.

A análise da reserva ovárica tem ganho destaque à medida que mais mulheres consideram preservar óvulos para uso futuro. Em Oregón, EUA, investigadores estudam uma técnica que poderá ajudar a avaliar a quantidade de ovócitos disponíveis e o potencial reprodutivo associado. O objetivo é orientar decisões sobre fertilidade.

A especialista entrevistada explica que a hormona anti-Mulleriana (HAM) mede a reserva ovárica funcional, que tende a diminuir com o tempo. Este marcador pode ser doseado em qualquer fase do ciclo, com variações possíveis entre indivíduos e laboratórios.

A HAM surge como ferramenta útil na medicina da reprodução, sobretudo para selecionar protocolos de estimulação ovárica. Também pode acompanhar mulheres que desejam adiar a maternidade, desde que haja aconselhamento adequado e possibilidade de criopreservação de ovócitos.

O teste pode ser aplicado em mulheres adultas, incluindo aquelas com síndrome dos ovários poliquísticos, e em contextos de tratamento oncológico ou cirúrgico, para avaliar reservas antes e depois de intervenções. Assim, orienta decisões sobre preservação da fertilidade.

Contudo, a HAM não é um veredito absoluto sobre fertilidade futura. A médica salienta que a idade continua a ser o fator prognóstico mais relevante, e que o valor da HAM pode variar conforme fatores como uso de contracetiventes, tabagismo, índice de massa corporal e vitamina D.

A análise pode não prever com exatidão a probabilidade de gravidez natural nem o tempo até à menopausa. Por isso, o seu uso deve ocorrer dentro de contexto clínico específico e com informação adequada sobre limitações do teste.

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