A análise da reserva ovárica tem ganho destaque à medida que mais mulheres consideram preservar óvulos para uso futuro. Em Oregón, EUA, investigadores estudam uma técnica que poderá ajudar a avaliar a quantidade de ovócitos disponíveis e o potencial reprodutivo associado. O objetivo é orientar decisões sobre fertilidade.
A especialista entrevistada explica que a hormona anti-Mulleriana (HAM) mede a reserva ovárica funcional, que tende a diminuir com o tempo. Este marcador pode ser doseado em qualquer fase do ciclo, com variações possíveis entre indivíduos e laboratórios.
A HAM surge como ferramenta útil na medicina da reprodução, sobretudo para selecionar protocolos de estimulação ovárica. Também pode acompanhar mulheres que desejam adiar a maternidade, desde que haja aconselhamento adequado e possibilidade de criopreservação de ovócitos.
O teste pode ser aplicado em mulheres adultas, incluindo aquelas com síndrome dos ovários poliquísticos, e em contextos de tratamento oncológico ou cirúrgico, para avaliar reservas antes e depois de intervenções. Assim, orienta decisões sobre preservação da fertilidade.
Contudo, a HAM não é um veredito absoluto sobre fertilidade futura. A médica salienta que a idade continua a ser o fator prognóstico mais relevante, e que o valor da HAM pode variar conforme fatores como uso de contracetiventes, tabagismo, índice de massa corporal e vitamina D.
A análise pode não prever com exatidão a probabilidade de gravidez natural nem o tempo até à menopausa. Por isso, o seu uso deve ocorrer dentro de contexto clínico específico e com informação adequada sobre limitações do teste.
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