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Quase um terço dos profissionais de saúde e da ação social na Europa enfrentam risco de cancro no trabalho

Quase um terço dos profissionais de saúde e ação social na Europa enfrenta risco de cancro no trabalho; 29,5% expostos a um fator, 7,8% a dois ou mais

Quase um terço dos profissionais de saúde e apoio social na Europa enfrenta riscos de cancro no trabalho
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  • Um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) com 24.402 entrevistas concluiu que 47,3% dos trabalhadores avaliados estiveram expostos a pelo menos um fator de risco de cancro na última semana de trabalho.
  • Entre os profissionais de saúde e da ação social, 29,5% riferem exposição a um ou mais fatores de risco e 7,8% a dois ou mais.
  • O cancro continua a ser a principal causa de morte relacionada com o trabalho na União Europeia, com cerca de 100 mil mortes anuais.
  • Os riscos mais frequentes entre trabalhadores da saúde e da ação social são radiação ionizante (7,4%), emissões de gases de escape de motores a gasóleo (6,2%), radiação ultravioleta (6,1%), formaldeído (5,2%) e benzeno (4,8%).
  • Exemplos de cenários de exposição: laboratórios de anatomia com formaldeído, uso de aparelhos de raio X e radioisótopos, motoristas expostos a gases de escape e protésicos dentários que trabalham com sílica cristalina respirável.

O estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) revela que quase um terço dos profissionais de saúde e apoio social na Europa enfrenta riscos cancerígenos no exercício das suas funções. Entre quem trabalha na saúde e na ação social, 29,5% reportaram exposição a pelo menos um fator de risco.

Foram realizadas 24.402 entrevistas telefónicas entre 2022 e 2023, em França, Finlândia, Alemanha, Hungria, Irlanda e Espanha. Os entrevistados trabalhavam em vários contextos, desde hospitais a lares de idosos, cuidados domiciliários e consultórios.

O cancro continua a principal causa de morte relacionada com o trabalho na União Europeia, com cerca de 100 mil óbitos anuais. O setor da saúde e da ação social emprega cerca de 11% da força de trabalho europeia, mais de 21,6 milhões de pessoas.

Principais riscos entre profissionais de saúde

Entre os trabalhadores deste setor, as exposições mais comuns foram radiação ionizante (7,4%), emissões de gases de escape de motores a gasóleo (6,2%), radiação ultravioleta solar (6,1%), formaldeído (5,2%) e benzeno (4,8%).

Os autores destacam que o formaldeído e o oxido etileno surgem com maior frequência em níveis elevados. Estes químicos são usados em desinfeção e esterilização de equipamentos e ambientes.

Como são expostos os trabalhadores

Ao longo da carreira, os trabalhadores podem enfrentar múltiplos fatores de risco. A exposição no local de trabalho é prioridade na prevenção do cancro, dada a elevada concentração de profissionais expostos durante longos períodos.

No setor da saúde e da ação social, os riscos vão desde produtos de limpeza a procedimentos que utilizam substâncias perigosas. O manuseamento de aparelhos de raio X e de radioisótopos aumenta a exposição à radiação ionizante, que pode causar danos celulares se não houver proteções adequadas.

Entre as situações identificadas, destacam-se motoristas e mecânicos de veículos a gasóleo com maiores exposições a DEE, trabalhadores de laboratórios de anatomia expostos a formaldeído e protéticos dentários expostos a sílica cristalina respirável.

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