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Associação denuncia frequentes recusas de atendimento a grávidas sem SNS24

APDMGP denuncia recusa de atendimento a grávidas sem contacto com SNS‑24; casos sob investigação pelo Algarve e pela Entidade Reguladora da Saúde

Grávidas
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  • A Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto afirma que é frequente haver casos de grávidas com atendimento negado por falta de contacto com a Linha SNS 24.
  • No hospital de Faro, uma grávida não foi atendida nas urgências por não ter ligado previamente; a administração da ULS do Algarve abriu um inquérito para apurar os factos.
  • A Entidade Reguladora da Saúde بھی instaurou um processo de avaliação para esclarecer os factos e verificar o cumprimento do enquadramento normativo aplicável.
  • Embora a lei imponha contactar a Linha SNS 24 antes de se dirigir aos hospitais, a triagem deve ocorrer mesmo sem contacto prévio, com inscrição na urgência.
  • Relatos incluem situações como parto prematuro sem contacto, espera de até duas horas e necessidade de recorrer a um hospital privado para nascer.

A Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto (APDMGP) afirma que é frequente o atendimento a grávidas ser recusado nos hospitais quando não há contacto prévio com a Linha SNS24. A presidente da instituição, Sara do Vale, descreve situações repetidas ao longo de algum tempo, com relatos de grávidas a chegar aos serviços de urgência sem SMS de confirmação e a ter de ligar repetidamente junto ao guiché de triagem.

O caso de Faro, ocorrido na última sexta-feira, está já a motivar investigações. A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve confirmou a abertura de um inquérito para apurar os factos e eventuais responsabilidades relacionadas com o atendimento de uma grávida que não ligou para a linha SNS24 antes de se dirigir às urgências.

Processo de avaliação e enquadramento normativo

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) adiantou hoje à Lusa que abriu um processo de avaliação para esclarecer os factos e verificar o cumprimento do enquadramento normativo aplicável. A lei determina que as pessoas devem contactar a Linha SNS24, mas, na prática, o atendimento de urgência deve assegurar a triagem mesmo sem contacto prévio.

A APDMGP aponta ainda casos relatados de grávidas que, sem ter feito a chamada, foram obrigadas a aguardar ou recorrer a outros serviços. Em um dos relatos, uma parturiente com parto prematuro não foi triada e aguardou em sala de espera com contrações, acabando por optar por um hospital privado.

Outra situação descrita envolve um casal que precisou de colocar o telemóvel em viva-voz junto aos profissionais de saúde para demonstrar que o contacto com a linha não estava a ser atendido, levando a um atraso de cerca de 20 minutos até o atendimento.

Sara do Vale alerta para que alguns hospitais não façam a triagem se a utente não estiver previamente ligada, o que, segundo a associação, viola direitos fundamentais de acesso à saúde. A APDMGP mantém o foco na defesa dos direitos das mulheres durante a gravidez e parto.

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