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Programa social contribuiu com 13 milhões de euros para a compra de medicamentos

Abem investiu 13 milhões de euros em dez anos, ajudando 46.300 pessoas e 3,6 milhões de embalagens, com retorno estimado de até 3,3 euros por cada euro investido

Medicamentos
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  • O programa abem: Rede Social do Medicamento contribuiu com cerca de 13 milhões de euros em dez anos para apoiar o acesso a medicação, segundo a Associação Dignitude.
  • Desde 2016, a iniciativa chegou a 46.300 beneficiários, com a dispensa de 3,6 milhões de embalagens de medicamentos, através de 1.281 farmácias e 206 entidades referenciadoras, em 176 concelhos, incluindo Açores e Madeira.
  • Um estudo do 10.º aniversário indica que 87,8% passaram a comprar os medicamentos com maior regularidade, 66,5% têm maior capacidade para outras despesas essenciais e 75,9% reduziram a necessidade de pedir dinheiro emprestado.
  • 97,1% dos beneficiários registaram uma mudança positiva na vida familiar após a integração no programa.
  • A estimativa é de um retorno de 3,0 a 3,3 euros por cada euro investido para o SNS e a Segurança Social, com poupança potencial de 10,47 a 11,35 milhões de euros ao longo dos dez anos.

O Programa abem: Rede Social do Medicamento contribuiu com cerca de 13 milhões de euros em 10 anos para apoiar o acesso a medicamentos por pessoas em situação vulnerável, segundo dados divulgados pela Associação Dignitude.

Desde a criação, em 2016, a iniciativa já chegou a 46.300 beneficiários. A dispensa de 3,6 milhões de embalagens ocorreu através de uma rede de 1.281 farmácias e 206 entidades referenciadoras. O programa está presente em 176 concelhos, incluindo Açores e Madeira.

A avaliação do 10.º aniversário revela que 87,8% dos beneficiários passou a comprar com mais regularidade os medicamentos prescritos. Além disso, 66,5% afirmou ter maior capacidade para apoiar outras despesas essenciais.

Impacto social

75,9% indicaram ter reduzido a necessidade de pedir dinheiro emprestado ou ajuda para adquirir medicamentos. 97,1% registaram uma mudança positiva na vida familiar após a integração no programa.

Os investigadores salientam que eliminar o dilema entre saúde e sustento familiar reduz a ansiedade financeira e o estigma da carência, promovendo maior estabilidade clínica e bem-estar.

A estimativa aponta um retorno potencial de 3,0 a 3,3 euros para o SNS e para a Segurança Social por cada euro investido. Observa-se uma poupança potencial entre 10,47 e 11,35 milhões de euros ao longo dos 10 anos.

Outros impactos incluem a diminuição da dor e da ansiedade, bem como a melhoria da mobilidade, da autonomia e da qualidade de vida familiar dos beneficiários.

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