- Mais de 1,5 milhões de muçulmanos cumprem o Hajj em Meca, com passagem pela planície de Arafat.
- A romaria acontece em meio a confrontos no Médio Oriente, com guerra no Líbano e em Gaza, e negociações entre EUA e Irão sobre o estreito de Ormuz.
- O comandante das forças sauditas responsável pelo controlo de passaportes, Saleh bin Saad al-Murabba, disse que, até à última sexta-feira, mais de 1,5 milhões tinham entrado no reino.
- O calor supera os 40ºC, com nebulizadores de água instalados nos locais mais icónicos para reduzir riscos aos peregrinos.
- Em 2024 morreram mais de 1.300 pessoas na peregrinação devido às temperaturas extremas.
Mais de 1,5 milhões de muçulmanos iniciaram o Hajj, a peregrinação a Meca, na Arábia Saudita. O período decorre na planície de Arafat, com os fiéis em adoração desde o nascer até ao pôr-do-sol.
Os peregrinos envolvem-se no ritual anual, que envolve o percurso até ao Monte da Misericórdia. O controlo de passaportes no reino está a cargo das forças sauditas, segundo a agência Al Jazeera, citando Saleh bin Saad al-Murabba.
Até à última sexta-feira, o governo saudita confirmou a entrada de mais de 1,5 milhões de visitantes no país para a romaria. O calor intenso, acima de 40ºC, obriga o dispêndio de nebulizadores para reduzir riscos entre os presentes.
Contexto regional
A celebração ocorre num momento de forte tensão no Médio Oriente, com confrontos no Líbano e em Gaza. Estados Unidos e Irão discutem vias de desanuviar a situação e reabrir o Estreito de Ormuz, num contexto de negociações regionais.
O período coincide ainda com recordes de calor na região, recordando o risco de incidentes graves. Em 2024, morreram mais de 1300 pessoas durante a peregrinação, quando as temperaturas superaram os 50ºC em várias zonas.
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