- Macau impõe vigilância de 21 dias a viajantes que cheguem de países em risco de Ébola, contando a partir do dia de entrada.
- Lista de países incluí RDCongo, Uganda, Sudão do Sul, Ruanda, Quénia, Tanzânia, Etiópia, Congo, Burundi, Angola, República Centro-Africana e Zâmbia.
- Viajantes sem sintomas ficam sob acompanhamento; quem apresentar sinais é encaminhado de imediato para avaliação no hospital público.
- A medida acompanha reforço de rastreio já iniciado, após alerta da Organização Mundial da Saúde, que declarou Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional a 17 de maio.
- A OMS nota que o surto pode ser maior do que parece, não existem tratamentos ou vacinas específicos para o Bundibugyo, e não é aconselhado fechar fronteiras ou restringir viagens.
Macau implementa vigilância de 21 dias para turistas provenientes de países com risco de Ébola, a partir desta terça-feira. A medida exige autogestão da saúde a quem chegar à região.
A lista de países em risco inclui RDCongo, Uganda e 10 nações destacadas pela Organização Africana de Controle de Doenças, entre elas Angola e o Quénia. Macau reforça o rastreio e o controlo sanitário para estes viajantes.
Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) explicam que viajantes sem sintomas ficam sob acompanhamento, enquanto os que apresentarem sinais passam a avaliação hospitalar. Sintomas suspeitos incluem febre, diarreia, vômitos e erupções cutâneas.
Países em risco e regras de controlo
Além da RDCongo e Uganda, integram a lista Sudão do Sul, Ruanda, Quénia, Tanzânia, Etiópia, Congo, Burundi, Angola e República Centro-Africana, bem como Zâmbia. A medida aplica-se a titulares de passaporte dos 12 países mencionados.
Em 18 de maio, Macau já tinha aumentado o rastreio para viajantes vindos da RDCongo e do Uganda, mas afirmava que o risco imediato era baixo. A novidade amplia o controlo para mais países.
Contexto internacional e resposta de saúde
A OMS declara Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional desde 17 de maio devido ao surto de Ébola, ainda sem tratamentos específicos aprovados para o vírus Bundibugyo. A organização alerta para o potencial de crescimento do surto.
O líder da OMS, Tedros Ghebreyesus, reconheceu atrasos na deteção inicial da epidemia, considerada grave e difícil de gerir. A OMS ressalta que não devem ser impostas restrições generalizadas às viagens.
Observação de políticas sanitárias
A última vigência de vigilância a viajantes em Macau ocorreu durante a pandemia de covid-19, com quarentena que chegou a 28 dias. As autoridades mantêm uma postura de alerta, sem fechar fronteiras ou restringir comércio.
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