- O surto de Ébola na RDCongo já ultrapassou os 900 casos suspeitos ou confirmados, concentrados principalmente na província de Ituri.
- Até ao momento registaram-se 204 mortes prováveis associadas à epidemia declarada a 15 de maio.
- Na região de Ituri, uma em cada quatro pessoas necessita de assistência humanitária e uma em cada cinco está deslocada internamente.
- A violência na região obriga à fuga de profissionais de saúde e trabalhadores humanitários, dificultando o rastreio de contactos e a deteção precoce de infeções.
- A Africa Centres for Disease Control and Prevention aponta Angola, além de RDCongo e Uganda, entre os 10 países africanos em risco de serem afetados pelo Ébola.
O surto de ébola na RDCongo, com epicentro na província de Ituri, continua a desafiar as autoridades de saúde. O Governo congoles informou, até sábado, 204 mortes prováveis associadas à epidemia declarada a 15 de maio. O número total de casos ainda supera os 900, com o que se teme uma propagação sustentada.
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhou dificuldades significativas no terreno. A violência local obriga pessoas a fugir, incluindo profissionais de saúde e assistentes humanitários, afetando o rastreio de contactos e a detecção precoce de infeções.
Ituri permanece como o epicentro do surto. A violência crónica na região complica a resposta pública e aumenta a necessidade de assistência humanitária para a população deslocada interna e para quem precisa de apoio médico.
Contexto regional
A África Central enfrenta riscos adicionais na fronteira com Angola e outros países vizinhos. A Africa CDC alertou que Angola se encontra entre os 10 países com maior probabilidade de ser afetado, devido a vulnerabilidades na região. A RDCongo tem lidado com múltiplos surtos de ébola ao longo dos anos.
O vírus é transmitido por contacto direto com sangue ou fluidos corporais de pessoas ou animais infetados. A doença provoca febre alta, fortes dores musculares, vômitos e diarreia, podendo evoluir para hemorrágias graves.
A resposta internacional inclui apoio técnico e logístico a operações de vigilância, isolamento e tratamento. Mesmo assim, a resposta local enfrenta o desafio de manter a segurança na região para que profissionais de saúde possam trabalhar de forma eficaz.
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