- A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP denuncia uma política de saúde desastrosa do Governo, especialmente sobre gravidez, urgências e o Serviço Nacional de Saúde, numa semana em que se celebra o Dia Internacional pela Saúde da Mulher, a 28 de maio.
- O Dia Internacional pela Saúde da Mulher, criado em 1987, visa sensibilizar para direitos sexuais e reprodutivos e para a prevenção de cancro da mama, colo do útero e doenças crónicas.
- A CIMH sustenta que o SNS é um direito constitucional e critica encerramentos de maternidades, afirmando que isso aumenta o risco para as mulheres ao transformar quilómetros em distância e espera.
- Rejeita que tais encerramentos sejam apenas reorganização ou inevitabilidade, considerando-os um desmantelamento do serviço público de saúde.
- Exige investimento público, valorização de profissionais e serviços públicos à altura, defendendo a saúde das mulheres como parte integrante do SNS público, universal e acessível.
A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens (CIMH) da CGTP denuncia a política de saúde do Governo, classificada como desastrosa em relação à gravidez e maternidade. A crítica surge na semana em que se celebra o Dia Internacional pela Saúde da Mulher.
A data, assinalada a 28 de maio, visa sensibilizar para direitos sexuais e reprodutivos e para a prevenção de doenças como cancro da mama e do colo do útero. A CIMH afirma que o SNS não é apenas uma estrutura administrativa, mas um direito constitucional.
A CIMH acusa o Governo de promover um ataque ao Serviço Nacional de Saúde, com encerramentos de maternidades, reduções de urgências e desorganização de recursos. Alega que fechar serviços de maternidade aumenta distâncias, tempos de espera e riscos para as mulheres.
Contexto
A associação sindical sustenta que o SNS deve manter serviços próximos, com equipas completas e portas abertas em situações emergentes. O texto ressalva que a maternidade precisa de proteção e que não se deve transformar a saúde num negócio.
Para a CIMH, a saúde das mulheres é essencial para o futuro do país e está associada a doenças crónicas que afetam mais as mulheres em Portugal. A organização exige investimento público e valorização dos profissionais de saúde.
Exigências
A CIMH defende que a defesa da saúde feminina passa pela continuidade de serviços públicos, universalidade e acessibilidade. Isto implica reforçar o SNS, respeitar quem cuida e quem precisa de cuidados, e assegurar uma rede de cuidados próxima de todas as regiões.
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