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Ébola: RD Congo em alerta; médicos avisam quem viaja para Uganda

Viajar para o Uganda continua possível, mas exige estratégia de contingência face ao Ébola na República Democrática do Congo (RDC) e risco de encerramento de fronteiras

O surto de Ébola foi declarado a 15 de Maio na província de Ituri, na República Democrática do Congo
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  • O surto de Ébola na República Democrática do Congo continua a gerar alertas, com a OMS a aumentar o risco a nível nacional para muito elevado.
  • Uganda já confirmou cinco casos, e as fronteiras podem fechar, afetando a circulação de viajantes.
  • A Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante recomenda ter uma estratégia de contingência antes de viajar para Uganda e manter-se bem informado.
  • Podem ocorrer cancelamentos de voos, quarentenas à chegada e testes obrigatórios no regresso, dependendo da origem e escala.
  • O surto envolve ataques a centros de tratamento em zonas como Rwampara e Mongbwalu, dificultando os esforços de contenção em áreas já instáveis de Ituri e dos Kivu.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou o risco de propagação do Ébola para muito elevado a nível nacional na sexta-feira. O alerta surge dias depois de Uganda confirmar cinco casos, num contexto de surto na vizinha República Democrática do Congo (RDC), com fronteiras voláteis e circulação de pessoas.

A Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante (SPMV) aconselha quem viaje para Uganda a ter uma estratégia de contingência. O aviso destaca que viagens são possíveis, mas devem incluir planos de segurança, informação atualizada e adesão às orientações das autoridades de saúde internacionais.

O surto foi declarado a 15 de maio na província de Ituri. A RDC suspendeu voos para Bunia, capital de Ituri, com exceções para operações humanitárias e emergências autorizadas pelas autoridades, enquanto se tenta conter a propagação do vírus.

A violência contra centros de tratamento aumentou a dificuldade de resposta. Ataques registaram-se em Rwampara e Mongbwalu, com incêndios em unidades de cuidado. Testemunhas indicam também bloqueios à assistência e receio entre populações locais.

Entidades humanitárias destacam que as comunidades já enfrentam insegurança e deslocamentos Massivos. A ONU estima que quase um milhão de pessoas tenham mudado de residência devido a conflitos na região, o que complica a vigilância epidemiológica.

Os ataques e as condições de terreno dificultam o trabalho de autoridades. O Ministério dos Transportes da RDC informou que apenas voos humanitários ou de emergência podem prosseguir sob aprovação especial. A situação regional continua a evoluir, com a vigilância sanitária a manter-se como prioridade.

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