- Na RDCongo, as mortes por Ébola somam 177 e os casos vão a 750, com receio de que o alcance da epidemia seja muito maior.
- Na Uganda, a situação está estável, sem novos casos; confirmados são dois, com um falecido.
- Os números na RDCongo aumentam à medida que melhoram vigilância e testes, mas a violência e a insegurança dificultam a resposta.
- O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou o envio de mais profissionais para Ituri, para apoiar as comunidades afetadas, e manteve contacto com autoridades para coordenar ações.
- A OMS declarou a emergência internacional na segunda-feira; trata-se de uma nova estirpe do Ébola sem vacina, com mortalidade entre 30% e 50%, e risco global considerado baixo, mas elevado na RDCongo e na África Subsariana.
A epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) já matou 177 pessoas e acusou 750 casos, segundo o último balanço. A OMS alerta para um alcance potencialmente muito maior da crise.
Na Uganda, a situação permanece estável, sem novos casos, mantendo-se dois casos confirmados e um falecido, anunciou a OMS via X. As autoridades locais não registraram alterações recentes.
A epidemia, declarada a 15 de maio, envolve uma nova estirpe sem vacina disponível. A taxa de mortalidade oscila entre 30% e 50%, segundo a OMS, com o epicentro em Ituri, RDCongo.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou o envio de mais profissionais para Ituri para apoiar as comunidades afetadas, mantendo contacto com as autoridades locais para coordenar a resposta.
A OMS implementa reforços na vigilância e nos testes laboratoriais, em meio a violência e insegurança que dificultam as operações de resposta na região. Tedros falou numa conferência de imprensa, a segunda desde a declaração de emergência internacional.
Situação internacional e contexto
Embora o risco global permaneça considerado baixo pela OMS, o risco é classificado como elevado na RDCongo e na África Subsariana. A organização lembra que o Ébola se transmite por contacto com sangue ou fluidos corporais de indivíduos ou animais infetados.
O Ébola provoca febre hemorrágica grave e pode causar dores, fraqueza e hemorragias. Ao longo dos últimos 50 anos, já provocou mais de 15 000 mortes em África, em diversas epidemias.
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