- O Washington Post afirma que os EUA teriam recusado a entrada do médico infetado com ébola, Peter Stafford, atrasando a sua evacuação para a Alemanha; a Casa Branca qualificou a versão de “absolutamente falsa”.
- Stafford tratava um doente em Bunia, no leste da República Democrática do Congo; o caso originou dúvidas sobre a possibilidade de infeção pelo vírus ébola nos EUA.
- O médico desenvolveu sintomas oito dias depois e acabou por ser transferido para a Alemanha, com a Charité (Berlim) a receber também a mulher e os quatro filhos.
- Um avião da Air France foi desviado para o Canadá após autoridades norte-americanas impedirem a entrada de passageiros que estiveram na RD Congo.
- A estirpe do vírus ébundibiugyo tem taxa de mortalidade entre 25 e 50 por cento; não existem vacinas nem tratamentos específicos; no Congo há quase 600 casos suspeitos e 139 mortes até ao momento, e o estado de Stafford está a melhorar.
O Washington Post afirma que os Estados Unidos teriam impedido a entrada do médico missionário Peter Stafford, infetado com ébola, atrasando a evacuação para a Alemanha. A Casa Branca classificou a notícia como completamente falsa.
Segundo o jornal, Stafford, que tratou um doente na RDC, ficou impedido de entrar no país temporariamente. O paciente faleceu no dia seguinte, possivelmente por ébola, antes de qualquer teste. O médico apresentou, passados oito dias, febre, dores e cansaço.
A Casa Branca assegurou que não houve recusa de entrada e destacou que a prioridade é a saúde dos cidadãos. O porta-voz Kush Desai reiterou que a Alemanha, e a Charité de Berlim, são reconhecidas pelos cuidados a doenças virais.
Transferência para a Alemanha e estado de Stafford
A família de Stafford — mulher e quatro filhos — encontra-se na Charité, isolada por precaução, após pedido das autoridades norte‑americanas. A imprensa alemã indicou que o hospital universitário é o primeiro destino de tratamento.
A tomada de decisão sobre a evacuação foi justificada por especialistas pelo contacto próximo com casos de ébola na África e pela proximidade geográfica à Europa, onde existem redes de assistência médica avançadas. A decisão não foi fundamentada em interesses políticos conforme a postura oficial.
Desvio de voo e impacto logístico
Um avião da Air France, entre Paris e Detroit, foi desviado para o Canadá devido a novas regras de entrada dos EUA relacionadas com o ébola. A autoridade de controlo fronteiriço confirmou a ocorrência, citando a presença de um passageiro que esteve na RDC.
O surto na RDC envolve a estirpe Bundibugyo, com mortalidade estimada entre 25% e 50%. Não há vacinas nem tratamentos específicos para esta variante. Até agora, quase 600 suspeitos e 139 mortes foram registados, com provável subnotificação.
Situação clínica de Stafford
O estado de saúde do médico infetado, internado na Charité, mostrou melhoria. Fontes próximas indicaram que Stafford já consegue alimentar-se, sinal de evolução positiva no tratamento.
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