- Estudo nacional de prevalência da doença renal crónica (DRC) em Portugal vai envolver cerca de três mil participantes, selecionados de forma aleatória e representativa.
- Objetivo é identificar tanto casos já diagnosticados como pessoas com DRC não diagnosticadas, cobrindo o continente, Açores e Madeira.
- Projeto é da Boehringer Ingelheim, com apoio científico da Sociedade Portuguesa de Nefrologia e apoio institucional da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais; a IQVIA executa o estudo.
- Os dados devem permitir compreender a dimensão real da DRC, fatores de risco e relação com doenças cardiovasculares e metabólicas, influenciando políticas de saúde.
- Resultados previstos para o final de 2026, divulgados à comunidade científica, decisores, profissionais de saúde e sociedade em geral.
Portugal realiza pela primeira vez um estudo nacional de prevalência da doença renal crónica (DRC). A iniciativa pretende medir quantos portugueses vivem com DRC, onde estão e quais são as suas características clínicas e sociodemográficas.
O estudo decorre com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Nefrologia e institucional da APIR, apoiado pela farmacêutica Boehringer Ingelheim. A IQVIA coordena a execução do projeto, uma vez que gere estudos epidemiológicos de saúde.
À cabeça dos trabalhos, o estudo envolve cerca de 3 000 participantes, selecionados de forma aleatória e representativa em todo o território de Portugal continental, Açores e Madeira. O objetivo é detetar casos já diagnosticados e pessoas com DRC sem diagnóstico.
A recolha de dados envolve um questionário de caracterização e uma avaliação simples da função renal através de análises ao sangue e à urina. A participação é voluntária e realizada porta a porta por equipas qualificadas.
A iniciativa integra o Projeto HÉRCULES, alinhado com a estratégia de geração de evidência de mundo real da Boehringer Ingelheim, centrada em doenças cardiorrenais e metabólicas.
Os investigadores pretendem clarificar a prevalência real da DRC, identificar fatores de risco e compreender a relação da doença com condições como cardiovasculares e metabólicas. Os resultados serão divulgados no final de 2026.
A diretora médica da Boehringer Ingelheim Portugal sublinha que a DRC é muitas vezes silenciosa e diagnosticada tardiamente, justificando a necessidade de conhecer onde estão os casos e as suas características.
Este estudo visa fornecer uma base científica sólida para políticas de saúde, visando melhoria da prevenção, diagnóstico precoce e resposta do sistema de saúde em Portugal.
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