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Dupla luso-brasileira cria ferramenta em Portugal para apoiar pacientes com câncer

Aurora Clinical Trial, plataforma criada em Portugal, usa IA para apresentar ensaios clínicos em várias línguas e facilitar o acesso de pacientes a pesquisas

O médico Marcos Pantarotto e o cientista e pesuisador Pedro Vaz criam o aplicativo Aurora Trials, que facilita o acesso e a compreensão de estudos sobre câncer
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O médico oncologista Marcos Pantorotto, há 21 anos em Portugal e integrado na Fundação Champalimaud, lançou em colaboração com o químico português Pedro Duarte Vaz uma plataforma dedicada a estudos sobre o câncer. A iniciativa, denominada Aurora Clinical Trial, já está registada na Sociedade Portuguesa de Oncologia.

A aplicação tem como objetivo facilitar o acesso global a pesquisas oncológicas, apresentando os estudos em linguagem simples e em português, espanhol e inglês. O banco de dados reúne 3.363 estudos de 27 países, maioritariamente da América Latina e da Europa.

A plataforma utiliza inteligência artificial para tornar a informação mais acessível a médicos e pacientes. O objetivo é conectar pacientes em tratamento a investigadores com projetos em curso, simplificando a compreensão de pesquisas complexas.

Como funciona a Aurora Clinical Trial

Os estudos aparecem com filtros por tipo de câncer e estágio de tratamento. A ferramenta também facilita a identificação de potenciais participantes para ensaios clínicos, com um conjunto de perguntas diagnósticas para avaliar a elegibilidade.

A equipa explica que as informações não substituem o diagnóstico médico. A decisão de aderir a um estudo cabe ao médico, que deve orientar o paciente. A plataforma fornece apenas dados e orientações gerais sobre os estudos.

Privacidade e acessibilidade

O acesso é gratuito, garantem os criadores. Os dados dos pacientes são tratados de forma confidencial, seguindo normas de proteção de dados e RGPD. Não são vendidos nem partilhados, mantendo-se numa base segura.

Perspetivas e impacto

Segundo Pantorotto, muitos tipos de câncer podem ter cura, e facilitar o acesso a estudos em várias fases pode melhorar resultados. Duarte Vaz acrescenta que a ferramenta pode ampliar o alcance de estudos em território nacional e internacional, beneficiando pacientes que antes não tinham visibilidade.

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