- Em Beja, foram confirmados três casos de sarampo em adultos (entre 30 e 55 anos) e quase 500 contactos de risco, segundo a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo.
- Dois dos casos não estavam vacinados; o terceiro tinha a vacinação conforme o esquema recomendado pelo Programa Nacional de Vacinação (PNV).
- Os casos têm ligação epidemiológica entre si, indicando exposição à mesma fonte de infeção.
- Entre os quase 500 contactos de risco, mais de 120 estavam vacinados conforme a norma da Direção-Geral da Saúde, apenas com uma ou nenhuma dose no momento da exposição.
- A autoridade de saúde considera que o surgimento destes casos configura um surto, embora não tenha sido indicado como evolução prevista para a região.
Na segunda-feira, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) informou a identificação de três casos de sarampo em Beja, com quase 500 contactos de risco no concelho. A notificação foi feita à Lusa.
Desde o início de abril, foram registados três casos confirmados em adultos com idades entre os 30 e os 55 anos. Bruno Pinto Rebelo, médico de Saúde Pública da ULSBA, indicou que duas pessoas não estavam vacinadas, enquanto a terceira seguiu o esquema recomendado no Programa Nacional de Vacinação (PNV).
O médico explicou que a ocorrência em alguém não vacinado não implica, por si só, uma apreensão generalizada. Estudos recentes sugerem elevada eficácia da proteção com duas doses da vacina combinada contra sarampo.
Os casos apresentam ligação epidemiológica entre si, o que significa exposição a uma mesma fonte de infeção. Entre os quase 500 contactos de risco, mais de 120 estavam vacinados conforme a norma da DGS, por terem apenas uma dose ou nenhuma no momento da exposição.
A situação é classificada como surto pela natureza da transmissão em curto espaço de tempo, segundo Bruno Pinto Rebelo. Não foi anunciada uma evolução previsível da doença na região.
A vacina disponível no PNV em Portugal é a VASPR, uma tríplice vacinal contra sarampo, papeira e rubéola. O sarampo é infeccioso, com transmissão aérea, e os sintomas frequentes incluem febre, tosse e erupções cutâneas.
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