- O surto de Ébola na RDC já provocou 105 mortes entre 393 casos suspeitos identificados desde abril.
- A doença foi causada pela estirpe Bundibugyo, a mais rara entre as que afetam humanos, para a qual não existem vacinas ou medicamentos aprovados.
- A Organização Mundial da Saúde declarou o surto como emergência de saúde pública de interesse internacional, após confirmação de casos em Kampala, no Uganda, e em Goma, RDC.
- Agências internacionais preparam envio de especialistas e apoio logístico, com o CDC dos Estados Unidos e centros europeus a colaborar; o CDC também apoia a evacuação de cidadãos afetados.
- Um médico norte-americano que trabalhava na RDC está infetado; a equipa de saúde da RDC instalou centros de tratamento temporários e pediu à população que contacte as autoridades ante sintomas.
O surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) já provocou 105 mortes, com 393 casos suspeitos desde abril. A doença, causada pela estirpe Bundibugyo — a mais rara entre as que afetam humanos — foi detectada tardianente e propagou-se rapidamente no leste do país. A OMS declarou o surto como emergência de interesse internacional.
As autoridades indicam que a identificação tardia do vírus atrasou a resposta e aumentou o risco de disseminação para fora da RDC. Em Kampala, Uganda, já foi confirmada a existência de dois casos, e em Goma, norte de Ituri, surgiu um caso adicional, associando-se ao conflito regional na zona.
Resposta internacional e logística
Os CDC da Europa e dos EUA planeiam enviar especialistas para apoiar o planeamento das operações, a partir da Etiópia, visando tanto a RDC como Uganda. Além disso, o CDC nortista está a facilitar a retirada de cidadãos norte-americanos afetados pelo surto.
A OMS já reuniu materiais de proteção e está a coordenar o envio de mais equipamento para Kinshasa, com rotas de fornecimento aéreos. A organização recebeu informações de que a doença foi reconhecida pela primeira vez a 5 de maio, com confirmação no dia 14 de maio.
Situação no terreno e respostas locais
Um grupo de representantes do governo da RDC, incluindo o ministro da Saúde, chegou a Bunia, capital de Ituri, para instalar centros de tratamento temporários e apoiar os hospitais locais. O ministro ressaltou que a doença não é desconhecida, apelando à procura de assistência médica para evitar a propagação.
Entre os fatores que atrasaram a resposta, destacam-se dificuldades de financiamento externo, que comprometeram a identificação rápida do surto. O coordenador de saúde do Comité Internacional de Resgate no Congo aponta para cortes de apoio que atrasaram intervenções críticas.
Situação internacional e desfecho clínico
Um médico norte-americano, que trabalhava na RDC, foi confirmado como infectado. O CDC informou que o caso foi detectado no fim de semana e que o paciente será transferido para tratamento na Alemanha, juntamente com outras pessoas expostas ao vírus. O risco para os EUA mantém-se considerado baixo.
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