- O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) afirma que a reforma do INEM é uma “falácia” e uma “revolução” enganosa.
- Segundo o STEPH, a pool de 40 ambulâncias para doentes críticos representa, na prática, a retirada de 56 ambulâncias, ficando apenas 39 para transporte inter-hospitalar entre unidades de saúde.
- A Comissão de Trabalhadores reforça as críticas, dizendo que menos meios não é reforço nem reforma, e que o que está a acontecer pode significar o desmantelamento progressivo do INEM.
- O STEPH aponta uma redução efetiva dos meios de socorro e perda de capacidade de transporte de doentes, além de considerar irrealista garantir uma resposta inferior a oito minutos.
- Quatro ex-presidentes do INEM juntam-se às críticas, dizendo que as alterações fragmentam a emergência médica ao destinarem-se a doentes não urgentes.
As alterações no INEM foram apresentadas pela Administração como uma “revolução” na emergência médica. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) contesta essa leitura, classificando as mudanças de falácia e alerta para informações que podem induzir a opinião pública em erro.
Segundo o STEPH, a criação de uma pool de 40 ambulâncias para doentes críticos seria, na prática, a retirada de 56 ambulâncias de emergência médica. No terreno, passariam a existir apenas 39 ambulâncias disponíveis nas Unidades Locais de Saúde para transporte inter-hospitalar.
A Comissão de Trabalhadores partilha da crítica e afirma, também via Facebook, que menos meios não equivalem a reforço nem a reforma. Alega que o que está em curso pode representar o desmantelamento progressivo do INEM, nomeadamente ao nível da resposta pública.
Composição de meios e prazos de resposta colocam em causa a operação
O STEPH sustenta que existe uma redução efetiva de meios disponíveis nos serviços de socorro. Embora o número total possa manter-se, a organização aponta para a perda de capacidade de transporte de doentes e questiona a viabilidade de manter respostas rápidas. A comissão denuncia ainda a dificuldade de assegurar tempos de resposta inferiores a oito minutos.
Os técnicos associam-se a críticas de quatro ex-presidentes do INEM, que já tinham alertado para o risco de fragmentação da emergência médica ao direcionar recursos para doentes não urgentes. A posição é de que as alterações podem afetar a eficiência global do serviço.
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