- Oito casos confirmados de hantavírus relacionados com o surto a bordo do navio MV Hondius pertencem à estirpe dos Andes, com transmissão entre humanos.
- A taxa de letalidade do surto, até ao momento, é de 27%, com dois óbitos entre os oito casos confirmados.
- Não existe vacina nem tratamento específico para o hantavírus; todos os casos confirmados encontravam‑se a bordo.
- O caso inconclusivo envolve um passageiro dos Estados Unidos, assintomático até agora, com resultados de testes conflitantes entre dois laboratórios.
- A OMS mantém investigações em colaboração com autoridades da Argentina e do Chile para identificar a origem do surto e a possível fonte/vetores, com deslocação de investigadores ao Ushuaia para estudo de roedores.
Oito casos confirmados de hantavírus são da estirpe dos Andes, detectados no surto no navio de cruzeiro MV Hondius. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reporta a variante ANDV, transmissível entre humanos.
Em 13 de maio, a OMS registou 11 casos, incluindo três mortes. Destes, oito são confirmados laboratorialmente com ANDV, dois são considerados prováveis e um continua inconclusivo.
Dois dos oito casos confirmados morreram. A taxa de letalidade atual é de 27%, segundo a OMS, e não há vacina nem tratamento específico para o hantavírus. Todos os casos estão a bordo.
O caso inconclusivo envolve uma pessoa nos Estados Unidos, atualmente assintomática, Hospitalizada no Nebraska e a aguardar novo teste. A OMS classifica o risco como moderado para passageiros e tripulação, baixo para o restante da população.
A origem do surto ainda não foi identificada. A primeira contaminação ocorreu antes do início da expedição, em 01 de abril, com o primeiro falecimento a 06 de abril. O período de incubação varia entre 1 e 6 semanas.
Investigações em curso
Investigações apoiadas pela OMS e autoridades da Argentina e do Chile visam esclarecer exposição e fonte do surto. Investigações devem também avaliar possíveis roedores vectores na região de Ushuaia.
Pesquisadores do Instituto Malbrán, de Buenos Aires, planeiam deslocar-se a Ushuaia para capturar roedores e analisar a possível relação com a estirpe Andes. A investigação foca em vetores e modos de transmissão.
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