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Assédio laboral em Portugal atinge 38,3% e expõe vulnerabilidade organizacional

Relatório do Labpabs aponta assédio laboral em 38,3% dos trabalhadores, expondo falhas de liderança e saúde mental, e exige mudanças urgentes

Igor Martins
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  • 38,3% dos profissionais em Portugal afirmaram ter sido vítimas de assédio laboral, segundo o Laboratório Português de Ambientes de Trabalho Saudáveis (Labpabs).
  • O aumento do assédio está ligado ao crescimento do burnout, da exaustão e da solidão no trabalho, revelando falhas na liderança, na saúde mental e na cultura organizacional.
  • A pesquisa teve uma amostra representativa do mercado de trabalho, incluindo vários setores e níveis hierárquicos.
  • A maioria não denunciou por medo de retaliação ou por acreditar que nada mudaria; reforçam-se a criação de canais seguros de denúncia e políticas de tolerância zero ao assédio.
  • O relatório recomenda políticas claras de combate ao assédio, formação de lideranças, programas de bem-estar e promoção de diversidade e inclusão.

Quase 40% dos profissionais em Portugal relatam ter sido vítimas de assédio laboral, segundo o último relatório do Labpabs. O estudo, divulgado nesta quarta-feira, cobre uma amostra representativa do mercado de trabalho nacional, com várias organizações e setores incluídos. O objetivo é identificar padrões e motivar mudanças nas lideranças e na cultura organizacional.

O relatório revela que 38,3% dos trabalhadores afirmam ter experienciado assédio no trabalho. O aumento em relação a anos anteriores é considerado relevante por especialistas, que associam o fenómeno ao crescimento do burnout, da exaustão e da solidão laboral.

O Labpabs aponta que a saúde mental dos trabalhadores é o principal ativo em risco. Além disso, o assédio impacta a produtividade, aumenta o absentismo e gera custos para as empresas. A coordenação do laboratório sublinha a necessidade de lideranças mais conscientes e de ambientes mais saudáveis.

Segundo a coordenação, muitas vítimas não denunciam por medo de retaliação ou por julgarem que nada mudaria. O relatório recomenda canais seguros de denúncia e políticas de tolerância zero ao assédio, bem como programas de prevenção.

Impactos e recomendações

O estudo descreve formas de assédio que vão desde humilhações até discriminação e assédio sexual. Os impactos incluem ansiedade, depressão e, em alguns casos, afastamento do trabalho. A prevenção passa pela formação de lideranças e pela promoção de bem-estar.

Para prevenir, as organizações devem adotar políticas claras e investir na saúde mental. Também é aconselhável promover a diversidade e criar ambientes de trabalho mais inclusivos e respeitosos.

Como responder às mudanças

O relatório completo está disponível no site do Labpabs e oferece recomendações práticas para combater o assédio no local de trabalho. As medidas propostas visam reduzir a vulnerabilidade, melhorar a cultura organizacional e assegurar ambientes mais justos.

A observação central é a urgência de mudanças estruturais nas lideranças e nas políticas internas. Investir em prevenção, formação e canais de denúncia é visto como essencial para a sustentabilidade das empresas e o bem-estar dos trabalhadores.

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