- A Organização Mundial da Saúde confirmou nove casos de hantavírus certificados, mais dois prováveis, e três mortes entre passageiros e tripulantes do navio cruzeiro Hondius, com a possibilidade de surgirem mais casos nas próximas semanas.
- Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que, tendo em conta o período de incubação, é provável que haja novos casos, mas as pessoas a bordo estão sob vigilância médica e os infetados ou suspeitos estão isolados; não há indícios de um surto maior.
- A OMS apelou a quarentena de 42 dias para todos os países que receberam tripulantes e passageiros do navio; o risco para a saúde global continua considerado baixo.
- Mais de 120 pessoas foram repatriadas de Tenerife para Roterdão, com Espanha a coordenar a operação de desembarque e repatriamento de 125 pessoas de 23 nacionalidades.
- A variante do hantavírus detetada, Andes, é rara e pode transmitir-se entre pessoas; o vírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados.
Oito dias após a deteção de hantavírus a bordo do cruzeiro Hondius, a OMS confirmou 9 casos de infeção confirmados e mais 2 prováveis, com 3 mortes entre passageiros e tripulação. O navio encontra-se sob vigilância médica e os casos suspeitos isolados.
Além disso, a organização indicou que, devido ao período de incubação do vírus, é provável que surjam mais casos nas próximas semanas. Não há indicação de um surto maior, segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, mas a situação continua a exigir monitorização.
Tedros voltou a reiterar o apelo aos países com tripulantes e passageiros do Hondius para colocarem as pessoas em quarentena de 42 dias. A avaliação da OMS aponta risco global baixo, com vigilância encaixada nos serviços de saúde de cada país.
Desembarque e repatriamento
A ênfase foi dada ao desembarque e repatriamento de mais de 120 pessoas, na ilha de Tenerife, nas Canárias, entre domingo e segunda-feira. O objetivo foi facilitar o retorno de tripulantes e passageiros de 23 nacionalidades diferentes.
Pedro Sánchez, primeiro-ministro de Espanha, afirmou que o país acolheu o navio e coordenou a operação de saída de 125 ocupantes. Em causa esteve uma obrigação legal e moral de proteger quem estava a bordo, incluindo 14 espanhóis.
A operação contou com a cooperação de Cabo Verde, onde o Hondius esteve em quarentena. Cabo Verde participou na retirada de três pessoas, uma com doença e outra com contacto de alto risco, mas não tinha capacidade para desembarque de todos.
As Canárias ficaram como porto de saída mais próximo. A decisão foi justificada pela OMS e pela União Europeia, em função da logística de movimentar indivíduos entre ilhas e países. O navio zarpou de Tenerife com destino a Roterdão.
A bordo estavam 27 pessoas, incluindo um médico e uma enfermeira da OMS, além de 25 tripulantes. O Hondius permanece sob desinfecção no porto de destino, com as autoridades a assegurar tratamento médico onde necessário.
O hantavírus, neste caso, pertence à variante Andes, rara e com potencial de transmissão entre pessoas em determinadas circunstâncias. O modo de transmissão normalmente envolve roedores infetados.
Entre na conversa da comunidade