- Hantavírus são vírus que infetam roedores; a variante Andes é a única conhecida com transmissão limitada entre pessoas.
- A transmissão ocorre por urina, fezes ou saliva de roedores infetados; manter contacto com espaços fechados ou pouco ventilados aumenta o risco, e a transmissão entre pessoas é rara, sobretudo no início da doença.
- O risco para a população em geral é considerado muito baixo; quem apresenta sintomas deve ser isolado, testado e receber cuidados, enquanto quem não tem sintomas pode ficar em vigilância por até seis semanas.
- Os sintomas costumam aparecer entre uma e oito semanas após a exposição e incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e sinais gastrointestinais; a taxa de letalidade varia conforme a região.
- Na Europa, as infeções por hantavírus são pouco frequentes (1.885 casos reportados em 2023, abaixo de 2.185 em 2022); um surto importante ocorreu na Argentina, em Epuyén, entre 2018 e 2019, com 34 infeções e 11 mortes.
O hantavírus é uma família de vírus que infeta roedores de forma natural. O nome deriva do rio Hantan, na Coreia do Sul, onde foi identificado pela primeira vez, em 1976. Existem várias variantes, com impactos diferentes em humanos.
A infeção pode evoluir para síndromes graves. Em alguns tipos, surgem a síndrome cardiopulmonar por hantavírus (HCPS) e, noutros, a febre hemorrágica com síndrome renal (HFRS). A transmissão entre pessoas é rara e depende da variante.
O vírus Andes é uma estirpe conhecida por potencial transmissão limitada entre pessoas, em situações de contacto próximo e prolongado. Outros hantavírus não apresentam transmissão sustentável entre humanos.
A forma de contágio ocorre pela exposição a urina, fezes ou saliva de roedores infetados. Ambientes fechados e pouco ventilados aumentam o risco, bem como atividades agrícolas, silvicultura e pernoitar em áreas infestadas.
A transmissão pessoa a pessoa é documentada apenas em casos esporádicos, geralmente entre membros da mesma família ou parceiros íntimos. A OMS salienta que a fase inicial da doença é mais transmissível.
O risco para a população em geral é considerado muito baixo pela OMS e pelo ECDC. O ECDC recomenda isolamento médico para viajantes com sintomas e vigilância de contactos sem sintomas por até seis semanas.
O vírus não tem tratamento específico; o cuidado centra-se no controlo dos sintomas. A letalidade varia por região, desde menos de 1% até 50% nas Américas, dependendo do vírus e do contexto.
Nas pessoas, os sintomas costumam surgir de uma a oito semanas após a exposição. Podem incluir febre, cefaleias, dores musculares e queixas gastrointestinais, como dores abdominais, náuseas ou vómitos.
Na Europa, as infeções por hantavírus são relativamente raras. Em 2023 foram registados 1 885 casos pela ECDC, menos que em 2022. Globalmente, a OMS estima entre 10 mil e 100 mil casos anuais, com maioria na Ásia e na Europa.
Entre os surtos históricos, destaca-se o ocorrido na Argentina, 2018-2019, em Epuyén. Entre 28 de outubro de 2018 e 20 de janeiro de 2019 houve 34 infeções confirmadas, com 11 mortes. Eventos sociais contribuíram para a transmissão.
Autópsias de dados indicam que três pacientes foram envolvidos em grandes eventos sociais, dando início a uma nova cadeia de transmissão. As autoridades isolaram pacientes confirmados e recomendaram a quarentena aos contatos.
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